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“Não tenho bens, não tenho nada. Que corrupto é esse?”

Parlamentar disse que até família é hostilizada

Depois de 36 dias foragido da Justiça, o vereador Carlos Juruna voltou a participar de uma sessão na câmara de Rio Branco. Ainda com sinais de depressão, o parlamentar disse que tem projetos a apresentar e vai começar a trabalhar com a comunidade.

Juruna vai aproveitar o fôlego dado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, e, enquanto um recurso especial não é julgado, o vereador vai tentar provar que a pena dada a ele é injusta.

Acusado de negociar boxes no camelódromo, Juruna foi condenado a 9 anos e meio de prisão. “Agora eu vou trabalhar para a comunidade, fui eleito para isso. É hora de esquecer o que passou e levar a vida. Na semana que vem estarei apresentando um projeto”, alertou.

Enquanto estava foragido, Juruna disse que a família foi hostilizada. Um dos filhos teve que trancar o curso na universidade por causa dos ataques. “Eles diziam para o meu filho: teu pai agora vai para a lista da lava-jato. Falta o Moro pegar ele”, relatou.

Juruna afirma que e inocente e chegou a dizer que não tem bens, mostrando o caminho contrário da acusação. “Como posso ser corrupto se moro na casa cedida pelo meu sogro. Não tenho carro, não tenho bens, não tenho nada. Que corrupto é esse?” interrogou.

Durante o perído em que era procurado pela Justiça, Juruna disse que ficou na casa de amigos, esperando que a Justiça concedesse mais uma chance de se defender das acusações. Disse ainda que está doente por causa de uma forte diabetes e ainda tem a depressão que lhe acompanha há dois anos quando teve um dos filhos assassinado.

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