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“Não usamos a igreja”, diz Segóvia sobre o apoio a Tião

Deputado é da chamada bancada evangélica na Aleac

Atualmente com seis deputados estaduais, o Partido Ecológico Nacional ficou sem um líder na Assembléia Legislativa desde a saída do deputado Walter Prado da legenda, ocorrida no início deste mês.Esta semana, o diretório estadual do PEN se reuniu para definir um novo líder na Assembléia. O escolhido foi o deputado Denílson Segóvia, integrante da chamada bancada evangélica.

O deputado já deixou claro que dará apoio ao governador Tião Viana na votação de projetos e na defesa do governo. Denílson Segóvia, que também é pastor evangélico, disse que está dialogando até com os fiéis de sua igreja para conquistar o apoio deles aos candidatos da Frente Popular nas eleições do ano que vem.

“ A igreja não é omissa, a igreja não está aquém nem além das instituições políticas, ela participa, e agora com uma cadeira na Assembléia, através de um líder da instituição, nós convidamos para o debate”, explica Segóvia.   

A igreja quadrangular, da qual Denílson Segóvia é líder, tem atualmente cerca de 16 mil membros no estado, e todos também são eleitores. Para o deputado, que exerce simultaneamente as funções de pastor e parlamentar, não há como dissociar a religião da política. Resta saber se os fiéis da igreja vão votar nos candidatos indicados pelo deputado nas eleições do ano que vem.    

A constituição brasileira estabelece posição neutra para o Estado em relação às questões de cunho religioso. Mas nesse caso a religião não está fazendo o mesmo em relação a política.

“ É uma conversa, um diálogo aberto, democrático, constitucional inclusive, com todos os cuidados para não distorcer a ação de uma instituição religiosa dentro do segmento político. Não usamos a igreja”, justifica o parlamentar.

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