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No Acre, Cardoso deixa R 5,1 milhões para proteger fronteira

Ministro da Justiça prestigiou a posse do superintendente da PF

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso participou de diversos eventos nesta sexta-feira (7) em Rio Branco. Entre os compromissos, esteve na posse do novo superintendente da Polícia Federal e entregou equipamentos para reforçar a fiscalização de fronteira.

Na solenidade de posse na Polícia Federal, primeiro compromisso da agenda, Cardozo enfatizou que o Governo vai continuar orientando suas instituições, e no caso da PF, de que na atividade de investigação toda autonomia é concedida, no entanto existem limites que não podem revogar leis.

Cardoso agradeceu o empenho do ex-superintendente Marcelo Rezende, que deixa o Acre para assumir a superintendência regional do Amazonas e deu boa sorte a Araquém Alencar, que veio do Amapá para assumir o posto de Rezende.

Policiais federais e servidores de mais cinco categorias estiveram no ato de posse para reivindicar através de um ato silencioso a regulamentação da lei que concede o adicional de fronteira.

Depois da solenidade, o ministro entregou oficialmente ao Estado, 5,1 milhões de reais em equipamentos que serão destinados a fiscalização nas fronteiras com o Peru e a Bolívia. Foram entregues 23 veículos, armas entre outros materiais. “Com esses investimentos estamos preparados para enfrentar os crimes de fronteira e vamos reduzir ainda mais os indicadores tanto de tráfico de drogas quanto de homicídios”, disse o governador Tião Viana

Desde 2011, o Acre já recebeu mais de R$ 26 milhões de reais através de convênios com o governo federal para a execução de projetos do Plano estratégico de fronteiras. Os resultados obtidos até agora, segundo o ministro da Justiça, são satisfatórios. “Temos certeza de que o dinheiro que mandamos é muito bem aplicado”, ressaltou.

HAITIANOS NO ACRE

Cardoso também comentou sobre a situação dos imigrantes haitianos que não param de cruzar a fronteira e se instalam no município de Brasiléia. Recentemente depois de uma falsa informação propagada por coiotes, de que a fronteira com o Brasil seria fechada, centenas de imigrantes rumaram ao país, através do acesso com o Acre. Sem condições de arcar com tantas despesas o governo do Estado pediu ajuda ao governo federal para enfrentar a situação e solucionar o problema. Surgiu até a sugestão de fechar a fronteira.

Para o governo federal, limitar ou fechar as portas de entrada para os haitianos não é a saída. Segundo o ministro Cardoso, uma série de medidas será tomada em breve, inclusive com objetivo de distribuir os imigrantes em outros Estados brasileiros. “Não há sentido que as pessoas fiquem concentradas num só Estado. Portanto há um esforço muito forte do Ministério das Relações Exteriores para ampliar o número de vistos dando preferência para quem tem passagem aérea, para receber o visto, por que aí pode-se distribuir os haitianos por vários outros Estados”, explicou.

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