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TCE: dos 22 prefeitos eleitos em 2008, um teve contas aprovadas

Só em multas, a conta chaga a R$ 2 mi para os maus gestores

Quando se vai montar a lista de maus gestores públicos, com exceção de apenas um prefeito do Acre, todos os outros 21, eleitos em 2008 (a última legislatura),  tiveram contas reprovadas no Tribunal de Contas do Estado e foram condenados a devolver dinheiro e pagar altas multas.

Dois deles, Vilceu  Ferreira da Silva de Acrelândia e Juarez Leitão de Feijó, nem chegaram a assumir, tiveram os registros cassados.  Vilceu não assumiu, o segundo ligar nas urnas, Carlos Cézar Araujo, foi para seu lugar, mas logo perdeu o mandato. Foi preso e condenado, por ser o mandante da morte do presidente da Câmara de Acrelândia.

Outros prefeitos eleitos que foram presos são: Neuzari Pinheiro de Porto Walter e Randson Almeida de Marechal Thaumaturgo,  justamente os municípios considerados mais pobres do Estado.

Ainda tiveram os gestores afastados pela Justiça por crimes eleitorais e de improbidade administrativa, como Nilson Areal de Sena Madureira e Vando Torquato de Tarauacá, esse campeão de denúncias.

Mas o que chama a atenção é que, fora Raimundo Angelim de Rio Branco, os outros 21 ex- prefeitos receberam multas do Tribunal de contas e foram condenados a devolver dinheiro para o município, fato que vai ser difícil acontecer.

Só nos anos de 2009 e 2010, logo após assumirem as prefeituras, eles somam R$ 2 milhões em multas e acumulado vão ter que devolver R$  15,2 milhões.

Só o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Randson de Almeida, vai ter que devolver ao município R$ 7 milhões. Depois vem uma extensa lista com: Vando Torquato, de Tarauacá, com R$ 3, 7 milhões; Hilário de Holanda de Jordão com quase um milhão de reais, Raimundo Pinheiro, o Dindim, de Feijó com R$ 755 mil; José Brasil de Santa Rosa com R$ 677 mil ; Cleidison Rocha de Mâncio Lima com R$ 523 mil  e José Maria Rodrigues de Porto Acre com R$ 462 mil.

o Tribunal de Contas do Estado está preocupado. Os prefeitos atuais estão com os mesmos problemas com as contas, e podem, no final do mandato, figurarem na mesma lista dos maus gestores e mais um arrependimento par ao eleitor.

Todos esses gestores, em tese, não podem ser candidatos nessa eleição. Ficaram ilegíveis por causa da contas reprovadas e de outros processos na Justiça comum.

Mesmo com problemas nas contas alguns prefeitos conseguiram se reeleger como James Gomes de Senador Guiomard;  Vagner Sales de Cruzeiro do Sul; Francisco Ernilson, o Burica, de Rodrigues Alves. Outros não concorreram por já vinham de um segundo mandato.

Agora resta saber o prejuízo social e político que esses gestores deixaram para os municípios, porque o econômico já é visível, todas as prefeituras enfrentam problemas com inadimplências.

Maus gestores, erro no voto

Se olharmos o quadro dos prefeitos eleitos na legislatura anterior e sua situação nos Tribunais de Justiça e de Contas, o eleitor vai chegar à conclusão de que não valeu a pena perder tanto tempo no dia da eleição.

E se verificar o valor de uma eleição para o Brasil, vai se arrepender mais ainda.

Este ano, o Tribunal Regional Eleitoral vai ter que desembolsar R$ 8,5  milhões para a infraestrutura e a logística dessa eleição, que vai escolher o governador, deputados e um senador. Esse dinheiro dá para construir, a preço de hoje, 17 modernos  postos de saúde. Só para se chegar aos locais afastados no meio da floresta serão gastos R$ 2 milhões no fretamento de aviões e helicópteros.

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