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“No Acre, os deputados destinam emendas aos mais pobres e vão continuar fazendo isso”, garante Moisés

Veiculação de emendas à corrupção irrita base e acirra “crise”

A veiculação das chamadas emendas parlamentares com esquemas de corrupção está irritando a base do governo Tião Viana (PT) na Assembleia Legislativa. Setores do Palácio Rio Branco recorrem com frequência a escândalos na Assembleia de Rondônia, onde são constantes as denúncias de desvio de verbas públicas por meio das emendas, comparando com o Acre.
 
Durante esta semana a base ficou irritada ainda mais por conta de auxiliares do governo afirmarem nos bastidores que a “rebelião” dos deputados ocorre por falta de “mensalinho”. A atitude irritou deputados, fazendo com que a rebelião no baixo-clero fosse parar no alto clero. De forma indireta, todos os deputados estão sendo alvos da crítica governista.
 
Vice-presidente da Aleac, Moisés Diniz (PCdoB) usou sua página no Facebook para rebater as acusações. “Quem tenta vincular os deputados estaduais do Acre aos escândalos de Rondônia, de má fé, está colocando sob suspeição também os oito deputados federais e os três senadores acreanos, que acabaram de aprovar emendas impositivas, de milhões de reais”, escreveu ele.
 
Segundo Moisés, há muitas diferenças entre as emendas do Acre e de Rondônia. Lá, o esquema funcionava com a criação de entidades ligadas aos parentes dos deputados. No Acre não há como ocorrer malversação, explica ele, por as entidades serem já pré-selecionadas pelo governo.
 
“Aqui no Acre, os deputados destinam suas emendas aos mais pobres e vão continuar fazendo isso. No mais, vou propor que cada deputado encaminhe ao Ministério Público a indicação de suas emendas”, pondera ele.
 
Os recados passados pelo governo por meio de seus assessores é um dos motivos para a “crise” na Aleac. O governo precisou de muitos esforços na sessão de quinta para aprovar os projetos de seu interesse. O trancamento da pauta foi algo jamais visto na história recente da Aleac. Agora, os parlamentares planejam trancar a votação do Orçamento do Estado 2014, a ser votado até dezembro.

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