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No Acre, PSB apoia Dilma e Tião Viana

Decisão do PSB acriano independente da direção nacional 

O PSB do Acre deve formalizar ainda esta semana o apoio a Dilma Rousseff. O presidente do PSB/AC, Gabriel Gelpke, viaja até sexta-feira para Brasília para declarar oficialmente a decisão do partido. A informação foi confirmada nesta manhã pelo vice-governador César Messias, eleito deputado federal pela sigla.

O PSB é um partido que há mais de 20 anos integra a Frente Popular do Acre. Foi um entendimento entre César Messias e o então pré-candidato à presidência Eduardo Campos que consolidou a permanência da sigla na FPA, montando palanque próprio para a campanha presidencial no Acre. Essa situação se manteve com Marina candidata.

Agora, com o novo cenário de composições políticas para o segundo turno, a posição do PSB acriano é formalizada no mesmo instante em que Marina se aproxima do PSDB. “Nós vamos apoiar Dilma Rousseff e vamos continuar apoiando o governador Tião Viana”, reforçou Messias.

Para o PSDB, o momento é de pressionar o partido socialista. A pressão vem recheada com palavras como “esperança” e “expectativa”. Mas, é a velha pressão conhecida nas articulações políticas.

“Estamos na expectativa de fazer aliança com o PSB que ainda não sentou conosco para conversar”, afirmou um dos coordenadores da campanha tucana no Acre, Pedro Gomes. “Não perdemos a esperança de nos aliarmos ao PSB”.

Democratas_ Nesta quinta-feira, o DEM declarou apoio ao PSDB. As coligações lideradas pelos dois partidos tiveram, juntas 193.166 votos. É menos do que o total de votos de Tião Viana, do PT que conquistou 193.253. É uma diferença de apenas 87 votos.

A situação deixa ainda mais indefinido o cenário político no segundo turno acriano porque o PSol, que teve 2.171 votos (0,56% dos votos válidos) já declarou neutralidade na disputa. “Criticamos os projetos dos adversários no primeiro turno. Não seria coerente manter aliança agora por conta de conveniências”, afirmou o presidente do PSol no Acre, Antônio Rocha, candidato derrotado ao governo.

Esses 2,1 mil votos do PSol valem muito nesse cenário tão disputado. O PT avalia que os votos dados ao PSol fizeram “uma diferença fundamental”, segundo declarou há dois dias o presidente do PT. Ermício Sena.

Nesta sexta-feira é a vez do PV, partido que coligou com os democratas, se posicionar em relação ao segundo turno das eleições.

Marina espera anúncio de programa do PSDB

Nesta quinta-feira, a ex- candidata à Presidência da República, Marina Silva, não foi ao encontro que havia marcado com partidos coligados na manhã desta sexta-feira em São Paulo, mas mandou uma carta de duas páginas em que pontua vários aspectos da campanha de 2014. Ela adiou o anúncio do possível apoio ao candidato Aécio Neves. Ela condicionou o anúncio à divulgação do programa do candidato tucano.

Marina diz que apoia “candidatura identificada com o sentimento de mudança, de modo que eles se expressem em atitudes, políticas, ações e modelo de governança que, de fato, materializem novos tempos para o Brasil”, diz, em carta.

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