Operação Contágio: vereador de Rio Branco nega envolvimento em caso de corrupção no interior do Estado

A operação tem como bjetivo apurar ilegalidades em processo de dispensa de  licitação

Nesta quinta-feira,24, o vereador Fábio Araújo (PDT), de Rio Branco, falou sobre o inquérito da Polícia Federal (PF), em que ele está entre os nomes de indiciados na “Operação Contágio”, da PF, que tem como objetivo apurar ilegalidades em processo de dispensa de licitação.

A Polícia Federal divulgou o fim da conclusão do inquérito que apurou o crime no município, onde servidores públicos, empresários e o vereador de Rio Branco, Fábio Araújo (PDT) foram indiciados.

Segundo a investigação do grupo liderado pelo prefeito Gedeon Barros,  que foi morto a tiros em 2021, montou-se um esquema onde houve o superfaturamento dos produtos em 400%.

A Polícia Federal descobriu diversas irregularidades nas compras desses equipamentos de combate a covid-19. Começou pela própria Prefeitura de Plácido de Castro que montou um gabinete paralelo com pessoas que não faziam parte do quadro para as licitações e as compras desses materiais. Após isso, as empresas eram fictícias, formadas por laranjas. Uma das provas é que uma das sócias chegou a receber o auxílio emergencial de R$ 600,00.

O vereador Fábio Araújo disse que na época foi contratado pela Prefeitura de Plácido de Castro para fazer as compras dos materiais de segurança para os servidores. Segundo Araújo, os valores a mais é porque não existia produto no mercado e quem tinha em estoque cobrava um valor a mais. Além disso, ele também disse que estranhou o fato da Polícia Federal divulgar o relatório final do inquérito só agora, quando ele está disputando a direção da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, o inquérito segundo o parlamentar foi concluído em 10 de outubro.

“Ontem, aliás, nos deparamos com uma matéria nos jornais. Uma matéria em que a decisão saiu no dia 10 de outubro e somente agora isso veio aparecer nos jornais, se tratando de uma situação política, pois faltam sete dias para as eleições da Mesa Diretora. Então, se a conclusão do inquérito ocorreu dia 10 de outubro, porque somente agora foi para o jornal, e nesse patamar. Estou recebendo um inquérito e não fui condenado a nada”, afirma o parlamentar.

O vereador afirmou que não entende o inquérito apontar empresas fictícias, pois ele trabalha há 15 anos com licitações e já atuou para diversas prefeituras. O parlamentar disse que vai esperar ser notificado pela Justiça para poder se defender no processo. Caso seja condenado, a pena para o vereador pode chegar a 12 anos de prisão.

“Eles alegam que eu fui o grande articulador dessa compra e nenhum momento eu pago ou deixo de fazer entregas em algum município. Então, o que a gente acompanha são falácias e vamos comprovar com documentos com defesa dentro do processo administrativo toda essa ocorrência”, finaliza Araújo.

Quanto a disputa da Mesa Diretora, o candidato a presidência da casa, Raimundo Neném, disse que Fábio continua na chapa candidato a secretário da casa e vai manter porque tem o apoio de 11 dos 17 vereadores.

“Fábio faz parte dessa investigação, é uma pessoa que deve ter seus esclarecimentos prestados a sociedade. Mas, ele continua na chapa, e vamos tratar mais para frente”, diz Raimundo Neném.

Com informações de Adailson Oliveira para TV Gazeta

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