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Oposição pede exoneração de cúpula de Segurança Pública

Violência pautou sessão na Assembleia Legislativa do Acre

Oposição pede a exoneração de toda a cúpula da Segurança Pública e situação quer trocar o comando da Polícia Militar de Tarauacá.

A Violência desenfreada e falta de condições para as polícias atuarem foram os motivos para o pedido de exoneração de toda a cúpula da segurança na sessão da Assembleia Legislativa do Acre, na manhã de hoje (7).

Segundo o deputado Gerlen Diniz (PP), o governo do Estado deixou de pagar a empresa Sigo, que prestava serviço com um banco de dados que todas as polícias do estado tinham acesso. Sem pagamento, a empresa não permite a consulta. Sem essas informações, todo bandido tem ficha limpa, como se fosse primário.

“Tem que começar a agir demitindo a cúpula da segurança pública, secretário de segurança, secretário de Polícia Civil, comandante da Polícia Militar. Porque a população não aguenta mais. É uma total insegurança no estado. E quem é culpado? É você? Sou eu? Claro que não!” Disse o deputado.

A constatação do deputado provocou a reação, rapidamente contestada pela situação. “Ele está fazendo o papel dele de posição, de criar fatos ou factoides e criar tumulto. Eu digo que secretário Emylson, como toda a cúpula da segurança pública tem se dedicado muito e tem trabalhado muito.” Defendeu o líder do governo na Aleac, deputado Daniel Zen.

Para alimentar a polêmica da segurança, basta dizer que o único deputado da base de sustentação do governo que ocupou a tribuna para falar da segurança, pediu a troca de comando em Tarauacá, município que vem apresentando altos índices de violência.

Em agosto do ano passado foi divulgada uma carta denúncia, pedindo a intervenção do comando geral e o afastamento do comandante do 7º BPM do município de Tarauacá sob a alegação de corrupção e abuso de autoridade por parte do Major.

Mesmo com a denúncia dos policiais o comandante de Tarauacá foi mantido e a associação dos oficiais da PM publicou uma nota em defesa do comandante e com críticas ao deputado.

“A associação dos comandantes do Acre fez isso achando que eles podem nos calar e não podem. É uma atribuição do deputado fiscalizar, representar o povo.” Disse o deputado Jesus Sérgio (PDT).

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