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Órgãos ambientais coniventes com morte de igarapé

Vereador denuncia descaso: questão de prioridades

As imagens do esgoto do Conjunto Universitário sendo despejado sem tratamento no igarapé Batista e o silêncio dos órgãos ambientais do governo e da Prefeitura de Rio Branco mexeram com o Legislativo.

Análises do laboratório da Universidade Federal do Acre mostram que as águas do igarapé estão com índice 1.600 de coliformes fecais, deixando a água imprópria para consumo.

O esgoto do Conjunto Universitário deveria ser tratado na estação do Bairro Conquista, mas o Depasa preferiu encurtar o caminho e evitar gastar com o tratamento.

O vereador N. Lima (DEM), da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, vai buscar o Ministério Público para exigir a reparação do dano por parte da prefeitura que não fiscaliza a ação do Depasa.

“Eu entendo a lista de prioridades do governo: está construindo um passeio no Parque do Tucumã, justamente onde passa o esgoto a céu aberto do Universitário que termina despejado no igarapé Batista. Ele deveria cuidar da rede de esgoto”, reclamou N. Lima.

Na Assembleia Legislativa, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Lourival Marques, mesmo sendo da base do governo prometeu enviar ofícios para o Depasa e a secretaria de obras para buscar explicações.

O deputado quer saber por que o esgoto foi desviado para o igarapé e como será feito para amenizar o dano ao Batista, que leva as impurezas até outro igarapé, o São Francisco que deságua no Rio Acre.

“Precisamos saber o que aconteceu. Aquela área é de lazer não pode ter um esgoto a céu aberto, e, pior ainda, o Batista não pode ser mais castigado”, prometeu.

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