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Pacientes denunciam caos no setor de nefrologia

Denúncias feitas à Comissão de Saúde da Aleac

Com cartazes e revolta, pacientes do Setor de Nefrologia buscaram apoio junto às comissões de Saúde e Direitos Humanos para enfrentar os problemas que fazem parte da rotina do sistema público de saúde.

São 230 pacientes que fazem hemodiálise e 45 fazem diálise peritoneal. Wenderson da Silva é um desses pacientes. Ele carrega nos braços as sequelas de mais de uma década de sofrimento. São três sessões de hemodiálise por semana. “Eu estou sem acesso agora no pescoço. Estou usando o cateter na perna, agora”, relata.

Eles reclamam que não há pontos suficientes para todos os pacientes, o que tem levado idosos a recorrerem às sessões de hemodiálises nas madrugadas. “Nossos pacientes estão desesperados. Está sendo insuficiente a estrutura da nossa unidade para atender a demanda de pessoas: estrutura precária, falta de ar-condicionado central (que é essencial para o funcionamento das máquinas), falta de medicação que é essencial e vital para os pacientes”, pontuou Vanderli Silva, que acompanha a situação dos pacientes.

Na outra ponta, estão os que fazem a diálise peritoneal em casa e que perdem cálcio e nutrientes. Eles precisam repor os nutrientes que perderam durante o tratamento, mas o Estado não está mais fornecendo.

“Eu passei cinco anos fazendo hemodiálise e agora precisei desse medicamento e não tem. (…) Faz uns três meses que tenho que tomar. Sinto cansaço. Tem perigo da gente cair e quebrar um osso e não voltar mais como antes. Os ossos ficam fracos”, afirmou a paciente Cristiane Souza.

As dificuldades atingem até os transplantados que fizeram cirurgia em outros estados e necessitam do apoio do TFD para continuar o tratamento. “Eu quero continuar meu tratamento no Rio Grande do Sul. Foi lá que eu consegui meu transplante. Aqui eu fiquei anos na fila e nada”, lamentou a paciente Kelly Castro.

As reclamações foram repassadas aos deputados da Comissão de Saúde que ficou de verificar ainda a falta de especialistas e de um aparelho de ar-condicionado central para evitar a deterioração dos aparelhos.

“Nós estamos marcando para esta semana ainda, no mais tardar início da semana que vem, uma reunião com o secretário de Saúde para saber o porquê da suspensão do fornecimento desse medicamento que é vital para os pacientes que fazem hemodiálise”, prometeu o deputado Jenilson Lopes (PCdoB).

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