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Parlamentares debatem sobre recursos para infraestrutura

Melhoramento de ramais e pontes: R$ 94 milhões

Em reunião com prefeitos, bancada federal do Acre discute a aplicação de R$ 94 milhões para recuperação de ramais e pontes dos municípios do Acre. No encontro, sobraram críticas ao Deracre e sugestões para que os municípios gerenciem o recurso.
O Acre tem uma das maiores emendas oriundas do Ministério da Agricultura para recuperação de estradas rurais e pontes. Mas, em torno do valor de R$ 94 milhões existe uma discussão sobre quem deve gerenciar as obras.

O coordenador da bancada federal do Acre, senador Sérgio Petecão coordenou uma reunião conjunta entre parlamentares, prefeitos, Associação de Municípios do Acre (Amac), Caixa Econômica Federal, Ministério da Agricultura e Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), para discutir a aplicação dos recursos.

“Nós recebemos várias críticas dos prefeitos e o objetivo é atender os prefeitos, os ramais e, segundo eles, não está havendo entendimento entre o Deracre e as prefeituras. Eu acho que temos aqui uma grande oportunidade para que possamos ouvir os prefeitos, as sugestões, as críticas, por que não adianta fazer investimentos de quase R$ 100 milhões e não atingir nosso objetivo que é melhorar nossos ramais e nossos municípios”, afirmou Petecão.

A distribuição do recurso já foi feita, de acordo com o tamanho da malha de ramais de cada município. Sena Madureira, por exemplo, tem a maior extensão de estradas rurais, com 1700 quilômetros e o prefeito discorda que o valor seja gerenciado pelo Deracre.

“Essa emenda de bancada impositiva está tudo certo para pagamento esse ano e a expectativa é muito grande por que é um valor alto, pra fazer investimento como, por exemplo, para piçarramento, pontes, melhorias. É um bom investimento. A grande preocupação é que cada município teria que receber o seu recurso direto para o município por que somos nós que moramos lá e sabemos o problema de cada produtor, de cada ramal”, comentou o prefeito Mazinho Serafim.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Deracre tem as condições técnicas e operacionais ideais para administrar o recurso e as obras. Contudo, durante a reunião, as falhas e conflitos já ocorridos anteriormente foram discutidos. O diretor do departamento, Cristóvam Moura, comentou as críticas.

“As críticas não tem fundamento, por que o Deracre foi o primeiro órgão a buscar com as prefeituras a lista dos ramais que eles entendem que são prioritários e a forma de utilização dos recursos estão sendo utilizadas todas as normativas do Ministério da Agricultura” disse.

A emenda de bancada no valor de R$ 94,5 milhões, já foi empenhada e após as discussões de como devem ser aplicadas, inicia a fase licitatória.

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