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Parlamentes discutem futuro dos médicos cubanos no Acre

Pelo menos 53 médicos estão desempregados

Com a retirada de médicos cubanos do programa Mais Médicos no final do ano passado, os profissionais que atuavam no Acre e decidiram continuar por aqui passam por dificuldades.

Parlamentares e médicos cubanos que atuavam no Acre se reuniram na manhã desta sexta-feira (3) na sede do partido Movimento Democrática Brasileira (MDB) para encontrar uma saída que possa beneficiar os profissionais e a população.

Pelo menos 53 médicos estão desempregados e pediram ajuda a Associação dos Servidores Públicos e Privados do Acre (ASPPAC). Em Rio Branco são 17.

“O que me preocupa é muitos postos de saúde, unidades médicas estão sem profissionais e nós temos 53 médicos no Acre desamparados. É um desrespeito totalmente com a profissão”, disse o presidente da ASPPAC, Janes Gomes.

“Eles não têm a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) por isso não podem atuar na medicina no Estado do Acre e no Brasil. Nós estamos vendo a possibilidade de ajuda-los para que eles possam fazer esse revalida e possam tirar o seu CRM e prestar serviços à sociedade acriana”, falou o Deputado Estadual (MDB/AC), Roberto Duarte.

Nesse grupo há profissionais com mais de 25 anos de atuação na área. A médica, Isabel Rodriguez Guilarte, está há três anos no Acre, mas como fez família no Estado, preferiu não voltar a Cuba. Para sobreviver ela começou a vender roupas de casa em casa, mas deseja atuar na saúde novamente.

“Nós criamos a maior esperança e fé de nós começarmos de novo a exercer a medicina e ajudar o povo brasileiro”, concluiu a médica.

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