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Parte da oposição inviabiliza CPI do Transporte Público

Célio Gadelha (PSDB) pediu 15 dias para compor CPI

A CPI do Transporte Público pode estar caminhando para o fim antes mesmo de dar posse aos membros. Um dos vereadores que assinou o pedido de criação da comissão, Célio Gadelha (PSDB), que não compareceu à sessão dessa quinta-feira, pediu mais 15 dias para a posse dos membros.

O pedido de adiamento foi acatado pela restante dos vereadores durante uma reunião a portas fechadas nessa terça-feira. É a segunda vez que o início dos trabalhos é adiado.

O vereador justificou o pedido alegando que alguns sindicatos de trabalhadores estão preocupados com a demissão nos transportes coletivos e querem saber detalhes de como vai funcionar a CPI.

Os outros cinco vereadores que assinaram o documento não acreditam que esses atrasos vão matar a Comissão que prometia investigar os contratos da prefeitura com as empresas do transporte coletivo.

Para o vereador Roberto Duarte, o que existe é um pedido da prefeitura para que os sindicatos façam pressão nos vereadores favoráveis a investigação. “Eu acredito que nenhum dos vereadores que assinou a CPI vá retirar o nome ou aceitar pressões, vamos esperar e conversar com os sindicatos”, ressaltou.

Uma reunião já está marcada com os sindicatos no dia 7 de março. Na semana passada havia a previsão de um grande manifesto em frente da sede da câmara por esses sindicalistas, o que não aconteceu.

Para a base de sustentação do prefeito, “ouvir os sindicatos” é o primeiro caminho da CPI. O vereador Rodrigo Forneck (PT) disse que não existe pressão por parte de ninguém. “É muito estranho a oposição falar de ‘pressão da prefeitura’ se foi um membros deles (oposição) que pediu o adiamento”, lembrou.

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