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Pessoas com deficiência se reúnem para apoiar lei na Aleac

Normatizar terminologia em documentos oficiais

Durante sessão realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), várias pessoas com deficiência se reuniram para apoiar um projeto de lei que visa normatizar a terminologia “pessoa com deficiência física” para documentos do Estado e Município.

“A gente percebe que há uma falta de conhecimento a cerca dessa terminologia que já vem desde 2008 no Brasil sendo ratificada e colocada nos meios educacionais, na saúde, principalmente, no meio das pessoas com deficiência. É uma questão de respeito e construção da identidade social dessas pessoas”, disse o professor, Francisco Helington.

O emprego correto da terminologia é encarado como uma grande conquista para o coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). Elson Dias acredita que uso do termo correto, pessoa com deficiência, reflete na autoestima de quem já sofreu muitas formas de preconceito.

“Hoje tem muito preconceito em relação a essas pessoas em meio à sociedade, por muitas vezes, tratar eles como hansenianos ou ex-hansenianos e essas pessoas não são mais ex, são pessoas que foram atingidas pela hanseníase, pessoas com deficiências. Nesse projeto nós vamos poder mostrar para a sociedade a maneira correta de tratar uma pessoa que foi atingida pela hanseníase que é igual a qualquer um de nós”, explicou Elson.

Na tribuna, a deputada estadual Maria Antônia (PROS), foi quem apresentou o projeto. Entre os artigos citados, destaque para o desenvolvimento de campanhas educativas e do uso obrigatório da termologia correta no âmbito da administração pública estadual.

“A gente ver na rua, no trabalho, em qualquer lugar como as pessoas se referem à pessoa com deficiência, seja qual ela for. Isso visa corrigir essa forma como as pessoas são tratadas, de forma correta e digna”, falou a deputada.

A ideia, na prática, é deixar no passado os termos preconceituosos, as palavras pejorativas e, principalmente, as ações preconceituosas.

“Esse projeto visa mostrar para a sociedade que temos apenas limitações e que a sociedade a partir de hoje possa olhar para nós como pessoas que tem sonhos, mas algumas limitações”, concluiu o revisor de texto em braile, Thiago Carvalho.

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