PL de isenção para empresas de ônibus causa polêmica na Câmara

Projeto deve ser encaminhado pela Prefeitura até está quarta-feira

O projeto sobre o transporte público ainda nem chegou à Câmara de Rio Branco e já houve reclamações sobre o assunto. O Projeto de Lei (PL) será encaminhado pela Prefeitura até está quarta-feira (7) para análise e debate dos parlamentares.

A ideia da prefeitura é oferecer R$ 2,3 milhões de isenção para as empresas de ônibus, a fim de que o recurso diminua a tarifa e auxilie no pagamento do salário dos motoristas que estão atrasados.

A proposta que já é de conhecimento dos parlamentares gerou duras críticas na sessão desta terça-feira (6). A vereadora Michelle Melo, do PDT, chegou a dizer que a gestão de Bocalom não é digna de confiança, já que teria falado uma coisa sobre o transporte público e agora faz outra, oferecendo dinheiro público para as empresas.

“Continuo votando contra esse projeto, porque não vi de fato um benefício real para as pessoas, e até que se prove o contrário eu não vi que de fato o serviço vá melhorar”, justifica a vereadora.

O vereador Emerson Jarude, do MDB, já falou que vai votar contra esse Projeto de Lei. O parlamentar disse ainda que não é possível oferecer mais subsídio às empresas e sugeriu como alternativa fazer uma licitação para contratar novas empresas.

“Não é a primeira vez que a Prefeitura busca dar dinheiro público para as empresas, mais uma vez eu vou votar contra o projeto nesse sentido. Não que vamos resolver o problema do transporte público”, explicou Jarude.

Membro da Comissão de Transportes da Câmara, o vereador Adailton Cruz, do PSB, avalia que o problema do transporte público é difícil de resolver e deve demorar para ter um desfecho, inclusive para pagar o salário de mais de 600 trabalhadores que estão sem receber. O vereador afirma ainda que a Prefeitura deve tomar logo uma posição, por isso aguarda o Projeto de Lei para que a Câmara faça uma análise, a fim de ajudar motoristas e usuários do serviço.

“Precisam-se de ações sincronizadas e planejadas de curto, médio e longo prazo, para que aja um devido fortalecimento na transição responsável do transporte público para não deixar a população desassistida e não deixar mais de 600 trabalhadores prejudicados”, concluiu Cruz.

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