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Prefeitos podem ficar sem novo prazo para construção de lixões

Ministra é contra ampliação de prazo

Durante a visita que fez a Brasileia, na quinta-feira passada, a comitiva em que estava a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, passou em frente a um dos maiores problemas do Brasil e que alcança 21 municípios do Acre: os lixões a céu aberto.

A ministra viu o veículo que a levava quase passar por cima de sacolas de lixo que aos poucos começam a invadir a BR-317, já que o lixão de Brasileia fica às margens da estrada que liga o Brasil ao Pacífico.

No interior do Acre é assim: os prefeitos vão acumulando o lixo em uma determinada área sem ao menos se preocupar em aterrar os resíduos. A Lei de Resíduos Sólidos proibiu esses lixões e impôs aos municípios a obrigação de construir aterros controlados.

Foi dado um prazo de quatro anos para adequação, mas, apenas 2.400 dos 5.561 municípios brasileiros tomaram as providências necessárias. Para a ministra, não existem desculpas para os prefeitos que não respeitaram a norma, e disse, em entrevista, que é totalmente contra uma emenda à lei, que tramita no Congresso, estendendo o prazo por mais quatro anos para a construção dos aterros controlados.

“Não se trata mais de discutir prazos. Isso o governo é totalmente contra: precisamos buscar saídas urgentes para saber porque 3.500 municípios deixaram de lado a questão do lixo”, salientou.

Nos lixões, não existe proteção ao solo, o chorume, muitas vezes chega aos rios e igarapés. Famílias catam alimentos e consomem ao lado de urubus e moscas.

A ministra Izabella Teixeira informou que vai se reunir com os ministérios públicos estaduais e federal e Associação de Municípios para buscar uma alternativa. “Teve município com 8 mil habitantes que conseguiu construir seu aterro controlado. Por que outros gestores não se esforçaram?”, interrogou.

 

 

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