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Prefeitos se negam a pagar contribuição da Amac

Tanísio, de Manoel Urbano: “eu não pago”

A Associação dos Municípios do Acre (Amac) está dividida desde a eleição para a escolha da nova presidência. A prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, venceu Marcus Alexandre, prefeito de Rio Branco. A oposição comemorou, mas, agora, tem uma subdivisão. Quem era aliado na eleição passada, já não é mais.

A nova contenda começou quando o coordenador geral da Amac, Márcio Neri, avisou que os repasses para a associação seriam reajustados em 20%. Todos os meses, as prefeituras são obrigadas a entregar os valores que variam de R$ 80 a R$ 11 mil, dependendo da população do município.

O prefeito de Manuel Urbano, Tanísio de Sá, que é primeiro secretário da Amac, já mandou um recado: não vai pagar o valor a mais, inclusive suspendeu o repasse mensal. “Com essa crise que estamos passando como é que a Amac, que deveria nos ajudar, aumenta o repasse pra ela. Nem pensar, eu não pago”, avisou.

O prefeito reclama que o coordenador reajustou em 30% os salários dos funcionários da associação e fez reforma no prédio sem conversar com os prefeitos, e agora quer dos municípios o pagamento dessa conta.

A Amac é quem prepara projetos e presta assessorias técnicas para os prefeitos. Mas, com tanta divisão, qualquer reunião entre os gestores virou um campo de batalha.

Tentamos falar com o coordenador da associação Márcio Neri, mas nos deixou esperando e não atendeu a equipe.

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