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Prefeitura nega que vai manter radares em Rio Branco

No início do ano governador pediu o desligamento dos radares

Os aparelhos de fiscalização eletrônica, mais conhecidos como radar, são uma ferramenta auxiliadora no controle às infrações de trânsito. Eles podem ser encontrados em vários modelos e com finalidades diferentes. Alguns monitoram apenas a velocidade, outros os avanços em sinais vermelhos.

Em Rio Branco existem 55 pontos eletrônicos que, até então, eram mantidos por meio de um convênio firmado entre governo, prefeitura e empresa responsável pelos equipamentos, mas uma determinação do governador mudou essa realidade.

Em fevereiro deste ano, Gladson Cameli, solicitou o desligamento de todos os radares administrados pelo Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). A justificativa seria o fato de que a responsabilidade pelos radares seria apenas da prefeitura, não do Estado.

De forma gradativa, o DETRAN, por meio da empresa responsável pela manutenção dos radares, foi desativando os equipamentos. Desde o dia 1 de maio que em Rio Branco nenhum ponto eletrônico permanece ativo.

“O DETRAN entende que a prefeitura precisa se estruturar, precisa ter equipamentos, então tem várias situações envolvidas, não é só chegar e dizer que devemos assumir a responsabilidade. É preciso ter um cronograma e isso está sendo cumprido para que a RBTrans possa se estruturar, eles pediram o prazo até o meio do ano de 2020 para que toda essa estrutura já esteja funcionando, inclusive o religamento dos radares”, disse o Diretor-geral do DETRAN/AC, Luiz Fernando Duarte.

Mesmo com os radares desativados nenhuma multa que já tenha sido emitida foi cancelada. As infrações registradas por meio desses radares eletrônicos até o dia 30 de Abril continuam valendo.

“Aquelas multas antes do dia 30 de abril de 2019 ou já foram processadas ou estão em vias de serem processadas, não vão ser canceladas”, explicou o diretor-geral.

Mas a dúvida maior que fica é em relação ao funcionamento dos radares. Na RBTrans, o entendimento é de que a superintendência tem a responsabilidade de implantar e manter as sinalizações verticais, horizontais e semafóricas. Em momento algum são obrigados a dar continuidade ao uso dos radares eletrônicos, que antes eram utilizados pelo DETRAN. Quem explica como isso acontece, na prática, é o próprio superintendente.

“O governo do Estado via DETRAN tinha um contrato com a empresa de radares e esse contrato foi feito com base no convênio de município e Estado que estava sendo praticado até agora quando o DETRAN decidiu não mais praticar e reincidir o contrato, mas essa recisão não quer dizer que os radares passam para o município de Rio Branco”, falou o superintendente da RBTrans, Nélio Anastácio.

Nélio Anastácio não descarta, em definitivo, a implantação futura dos radares, mas acredita que, no momento, o uso dos equipamentos não é necessário. O que vale, é pode fazer a diferença na segurança dos motoristas, é a forma como cada um dirige e respeita as regras.

“É preciso ter consciência que nem toda cidade brasileira possui radar e o município de Rio Branco ainda não decidiu, não estudou se vai ou não implantar os radares novamente. O trânsito é uma questão de comportamento independente de radares ou não é preciso que todos se comportem e que um respeite o direito do outro”, ressaltou o superintendente.

A notícia que aos poucos já circulava entre os condutores e que agora foi confirmada deixou muita gente na dúvida, afinal a presença dos radares eletrônicos contribui ou não para a redução dos acidentes.

Segundo o entregador Célio Souza, tem certos cantos que precisam, mas tem outros que já não precisa. Mas de acordo com a professora, Rilhaene Freze, não precisa de radar.

“Já tem sinal, coloquem lombada, o povo já está bem pobre para ter que ser multado”, concluiu a professora.

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