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Prefeitura veta matérias aprovada por vereadores

Medida frustrou parlamentares

Nesta quinta-feira, 21, a sessão foi recheada de revolta por parte de alguns vereadores de Rio Branco. O prefeito Marcus Alexandre vetou matérias dos parlamentares que tinham sido aprovadas de forma unânime pela casa.

Os vereadores gostam de dar publicidade nos projetos que aprovam na casa, só que não estão podendo comemorar.

Para vigorar, a lei precisa ser sancionada pelo prefeito, ou então a câmara enfrenta o executivo derrubando o veto aprovando a matéria, fato difícil  de acontecer na capital, já que a maioria dos vereadores está com o prefeito.

Só nesta semana, Marcus Alexandre vetou 4 matérias dos vereadores, revoltando alguns parlamentares principalmente de oposição.

Projetos vetados

Um deles é Clézio Moreira (PSDB). O parlamentar conseguiu aprovar por unanimidade um projeto de lei criando o conselho de proteção aos animais. A prefeitura considerou inconstitucional e enviou a matéria de volta para a câmara sem a aprovação.

“Existem várias entidades que buscavam no poder público ajuda, o conselho seria uma forma de a prefeitura interagir. Ninguém entende como uma matéria pode ter veto, quando os vereadores aprovaram por unanimidade”, relatou.

O vereador Raimundo Vaz aprovou uma lei para que os bancos emitissem extratos de conta corrente em braile. A prefeitura não sancionou, assim como não quis saber do projeto do presidente da casa, o vereador Roger Correia, que beneficiava professores com promoção e gratificação.

A vereadora Graça da Baixada teve o projeto vetado, mas já está enviando nova matéria para que a prefeitura possa transformar em lei. A parlamentar quer exigir dos médicos um melhor  atendimento nos postos de saúde. “Os clínicos gerais nem examinam direito o paciente e já enviam para os médicos especialistas, o que gera demora no tratamento da doença e sobrecarrega alguns profissionais”, disse.

A lei também exige que os médicos coloquem nos protocolos, todos os procedimentos feitos com os pacientes.

Como a norma é de benefício da população, a vereadora espera que nessa segunda remessa a prefeitura pense melhor e não vete a matéria.

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