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Presidente sanciona decreto que proíbe queimadas por 120 dias

Capital acreana registrou 301 queimadas em apenas 15 dias

O governo federal anunciou, na noite desta quarta-feira (15), que foi editado um decreto para proibir o emprego de fogo em áreas rurais por um período de 120 dias. A medida vale para todo o território nacional. Em nota distribuída à imprensa, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que, historicamente, a maior incidência de queimadas ocorre entre os meses de agosto e outubro.

No Acre, somente na capital, o Corpo de Bombeiros registrou nos primeiros 15 dias de julho trezentas e uma queimadas urbanas, o que representa 20 queimadas por dia. Essa quantidade é 130% maior que as queimadas registradas na primeira quinzena de julho do ano passado. As queimadas rurais também estão crescendo. Os números apontam 15% a mais de focos de calor no mesmo período. 

Desde o início do ano os números apontam uma preocupação com as queimadas. Até essa quarta-feira (15), eram 1.941 queimadas urbanas, nesse mesmo período no ano passado foram 959, o ano de 2020 teve quase mil a mais.

Prejuízo à saúde

Na noite da ultima terça-feira (14) os moradores da rua Rouxinol, no loteamento Santa Luzia, tiveram que abandonar suas casas por causa de um grande incêndio na vegetação que terminou alcançando os terrenos baldios, por pouco as casas não foram queimadas.

O supervisor de vendas Claudemir da Silva, correu e retirou os vizinhos cuja residência estava cercada pelas labaredas. “Eu pedi para todos saírem depressa e levei para minha casa, até que as chamas baixaram e eles voltaram para contar o prejuízo”, falou.

São tantos os chamados para queimadas urbanas que o Corpo de Bombeiros está atendendo apenas os casos mais graves ou urgentes. Segundo o major Claudio Falcão, a fumaça que está no ar começou a levar as pessoas, principalmente crianças e adolescentes para os hospitais com problemas respiratórios. “Além do prejuízo ao meio ambiente, aos bens temos várias pessoas que precisam de ajuda médica, o problema é que agora estamos com as unidades de saúde lotadas por causa do novo coronavírus, e são poucas as vagas para atendimento. Muitas vezes, quem coloca o fogo prejudica a própria família”, alertou.

Decreto

De acordo com o governo, o decreto de suspensão de queimadas não se aplica para alguns casos, como nas práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; nas práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no Brasil; nas atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente; no controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente, e nas queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e no Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, desde que autorizadas previamente pelo órgão ambiental estadual.

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