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Presídio federal no Acre é anunciado por presidente

Segurança Pública na área de fronteira pautou audiência

O governador do Acre, Tião Viana, nunca havia dado a uma agenda com o presidente Temer a importância conferida à audiência feita nesta segunda-feira (21). Faziam parte da comitiva oficial, a vice-governadora, prefeito da Capital, procurador-Geral do MP, representante do TJ e assessores. A pauta estava focada na Segurança Pública e o problema do narcotráfico permeava todas as falas.

De acordo com o governo, o encontro é uma consequência do Fórum de Governadores da Amazônia Legal que debateu o problema sintetizado na Carta de Cuiabá. O presidente Temer anunciou que o Acre terá um presídio federal, mas não deu concretude à informação, relacionada à datas e tamanho do projeto.

O governador Tião Viana tem feito reiteradas críticas à gestão de Defesa de Temer para a região de fronteira. A avaliação do Governo do Acre é que o Palácio do Planalto tem uma postura omissa em relação “à porta de entrada” de cocaína no país. Vizinho de Bolívia e Peru (dois maiores produtores de cocaína do mundo), o Acre tem fronteira aberta e desprotegida. O Exército, ao invés de cuidar da Defesa da fronteira no Acre, tem sido usado para fazer revista em presídios.

“Estamos aqui com os poderes de Estado e o Ministério Público para tratar sobre o mais grave problema do Brasil que é o narcotráfico na Amazônia. Nós temos um gasto dos estados com segurança pública da ordem de R$ 10 bilhões para este exercício orçamentário, enquanto o custo de orçamento da União para o país está em torno de R$ 8 bilhões, o que mostra que há um problema que sobrecarrega os estados da Amazônia e o Acre que possui mais de 1.800 quilômetros abertos para a passagem quase livre do narcotráfico”, disse Tião Viana em declaração divulgada pela Agência de Notícias do Acre.

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