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Professores protestam em frente à sede da prefeitura

Cerca de 700 professores foram exonerados

Professores se reuniram em protesto na manhã desta quarta-feira (23) em frente à sede do Poder Executivo Municipal. Cerca de 700 professores provisórios do último processo seletivo de Rio Branco foram exonerados pela prefeitura no dia 31 de dezembro de 2018.

“Alguns professores que estão aqui são de processo seletivo, de análise curricular, outros professores estão aqui presentes, mas são de concurso, fizeram prova classificatória pelo IBADE. Então muitos professores estão aqui com provas realmente realizadas igual aos outros professores que passam por esse processo”, disse a professora Macilda Maria da Conceição.

De acordo com a legislação, os professores que foram demitidos não podem mais participar de outro processo seletivo este ano. A categoria alega que os outros profissionais que serão chamados ficaram com pontuações bem abaixo e não passaram por treinamentos específicos.

Os professores foram chamados para uma conversa no auditório da prefeitura pelo secretário da pasta. O Sindicato dos Professores do Estado deve entrar com um mandado de segurança para barrar essa medida.

A Presidente do Sinteac, Rosana Nascimento diz que o próprio edital está prorrogado para mais de dez meses. “Como ela publicou que vai chamar os classificados desse mesmo edital, o direito é desses que já estavam trabalhando porque foram os primeiros classificados porque toda chamada vai pela classificação de pontuação”, afirma.

Rosana Nascimento explica que existe um erro, porque eles querem convocar novos professores para o mesmo edital, então o direito está para os que já estavam classificados.

Por meio do secretário, a prefeitura afirmou que se compadece com a situação dos professores, mas não há como voltar atrás. Para resolver o caso de forma definitiva, existe a possibilidade de ser realizado um concurso público para professores efetivos ainda este ano.

“Nós não podemos do ponto de vista legal corrigir essa medida. Foram recebidos os contratos, isso ocorria sempre e a grande reivindicação deles era poder no ano seguinte ou no final do ano fazer um seletivo. E eu expliquei porque não tem seletivo esse ano, por conta do ajuste, nós trouxemos para sala de aula e eu acho que a população apoia essa medida da prefeita, porque não é justo ter recursos do Fundeb para pagar professores e ter pessoas atuando em cargo que não é de professor”, conclui o secretário de Educação de Rio Branco, Moisés Diniz.

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