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Prova no domingo: direito de sabatistas respeitado

Alan: “ministro acatou solicitação que fizemos”

O deputado federal Alan Rick (PRB) comemorou a notícia de que o Ministério da Educação alterou as datas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017.

Agora serão dois domingos seguidos: 5 e 12 de novembro, e não mais no dia de sábado, como vinha ocorrendo. Com a mudança, estudantes que seguem religiões sabatistas – aqueles que guardam o sábado, como adventistas e judeus -, poderão fazer as provas sem prejuízo de sua fé.

“Sou muito grato ao Ministro Mendonça Filho por ter acatado a solicitação que fizemos, e parabenizo o deputado Moisés Diniz por ter sido o autor do pedido”, afirma Alan que, juntamente com a bancada do Acre, esteve no MEC em fevereiro apresentando o pedido para essa mudança.

Na nota divulgada nesta quinta-feira, 09, o MEC afirmou que um dos motivos para a alteração da data de realização do exame para os domingos é justamente atender aos candidatos sabatistas. Todos os anos eles entram no local de prova às 13h (horário de Brasília) e ficam isolados em uma sala até as 19h, quando começam o exame. No Acre, por exemplo, por causa do fuso horário, o tempo de espera é de 9 horas.

“O que nós da bancada acreana fizemos foi pedir ao Ministro para que o MEC buscasse mecanismos que pudesse permitir que os direitos desses candidatos fossem respeitados. E foi isso que eles fizeram”, completa Alan.

O MEC explicou que, de acordo com o Inep, a aplicação da prova após o horário faz com que cada candidato sabatista custe para o governo R$ 16,39 a mais do que os demais participantes, devido às despesas extras trazidas pela aplicação do exame à noite no sábado.

No Enem 2016, os 76 mil sabatistas que fizeram a prova acarretaram um gasto de aproximadamente R$ 646 mil. A mudança garante também uma conquista em respeito ao direito à liberdade religiosa prevista na Constituição.

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