Quentinhas da Redação, 24-09-13

Contra Anibal, correntes do PT podem defender outro nome do partido para o Senado

Uma resposta à altura

O ataque do senador Anibal Diniz (PT) ao deputado Sibá Machado (PT) por ele ter assinado a CPI da BR-364, durante lançamento da candidatura de Ermício Sena à presidência do PT, pode acarretar sérios prejuízos a ele. De olho na reeleição da cadeira de senador, Anibal pode enfrentar forte oposição interna diante da perspectiva de quatro articuladas correntes do partido se unirem em torno de outro nome petista para disputar o Senado.

Plantar e colher

Muitos integrantes do PT estão levando esta disputa às últimas consequências, esquecendo-se que se trata de um processo democrático interno. Anibal é conhecido por, em momentos delicados, soltar o verbo demais e depois arcar com as consequências.

Desgastes

Democracia Socialista (DS), Articulação, Articulação Sindical e EPS vão trabalhar para defender um candidato ao Senado, para medir força com Anibal e a Democracia Radical. O grupo pode até não sair vitorioso, mas provocará um tremendo desgaste ao senador.

Exemplo passado

Marcus Alexandre sabe muito bem o que representa este cabo de guerra interno no PT. Ele tinha o apoio palaciano para ser o nome do PT à prefeitura em 2012, mas dentro da legenda os petistas históricos queriam Sibá Machado.

Desconvite

Como um dos principais atores deste processo, o prefeito ficou surpreso ao saber que seus auxiliares que estão na candidatura de Sibá foram desconvidados para participar de reunião onde ele debateria a eleição do PT, e oficializaria apoio a Ermício.

Onde estás?

Tião Viana, Marcus Alexandre. Destes Ermício Sena tem o apoio garantido. Só nos resta saber quando o senador Jorge Viana virá a público manifestar sua preferência neste embate. Que o senador faça esta declaração o mais rápido possível antes que os emissários da DR tenham um treco.

A propósito

O deputado Márcio Bittar (PSDB) liga para comentar a coluna do último fim de semana onde houve uma crítica por sua antecipação em oficializar a pré-candidatura ao Palácio Rio Branco. O tucano concorda que de fato o momento ainda é cedo, mas ela se faz necessária ante a antecipação do debate eleitoral de 2014.

Os preparos

Ainda segundo ele, não se pode deixar para os 45 minutos do segundo tempo o trabalho de uma candidatura ao governo. “É preciso um prévio trabalho de preparação, elaborar um plano de governo consistente e robusto”, destaca ele.

Festas e farpas

No próximo sábado as lideranças da oposição vão se encontrar em Cruzeiro do Sul na festa de aniversário da cidade. Na mesa, além do anfitrião Vagner Sales (PMDB), vão estar Bittar e o senador Sérgio Petecão (PSD). Todos só pensam naquilo: 2014.

Cavalo molhado

Gladson Cameli (PP) diz aceitar ser candidato ao governo se for o consenso da oposição. Bittar já disse que “abaixo de Deus só o PSDB retira sua candidatura”. Petecão também tem o martelo batido. Então Cameli é melhor continuar na empreitada para o Senado.

O pesadelo

A G7 ganha novos capítulos com a entrada do MPF em cena. Os procuradores pediram à PF novas diligências para embasar a possível denúncia a ser apresentada. Nesta fase a polícia pode reforçar a denúncia ou simplesmente não ter a resposta. É daí que saberemos a confiabilidade da operação.

Críticas

Em seu parecer que autoriza a PF a realizar esta fase da G7, o juiz federal Jair Facundes dá umas alfinetadas na desembargadora Denise Bonfim. Ele questiona a ausência do MP no processo. Facundes criticou a realização de prisões, apreensões e bloqueios de bens sem a consulta ao MP.

Vice-campeão

Jornalistas do noticiário político são categóricos: após o governador Tião Viana (PT), a figura mais presente na Agência de Notícias do Acre, portal do governo, é o deputado Jamyl Asfury (PEN). Em qualquer evento, seja o de menor expressão, o governista está presente.

Papelada

O senador Sérgio Petecão (PSD) encerra a jornada de andanças pelos municípios para debater suas emendas com uma pilha de papel. Em cada cidade ele ouviu muitas lamúrias. Agora é ver o que pode ser feito, e elaborar os projetos a serem empenhados no Orçamento do próximo ano.

Prazo eleitoral

As duas próximas semanas serão de muita correria por parte das lideranças partidárias. A caça a potenciais candidatos para disputar 2014 está perto do fim. Os mais interessados nesta empreitada são os nomes de olho na disputa majoritária.

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