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Resultado do relatório da CPI do Transporte causa confusão

Na Câmara, manifestantes foram barrados com pizzas

Por ordem do presidente da Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco, manifestantes foram barrados na “Casa do Povo”, quando tentaram entrar com pizzas que seriam entregues aos vereadores. Houve um tumulto na porta de entrada entre seguranças e membros do PSDB que foram até à Câmara criticar o relatório da CPI do Transporte Coletivo.

Um dos manifestantes tentou entrar a força e foi empurrado pelo segurança. Sem poder fazer o movimento na parte interna, o jeito foi deixar as pizzas na frente do prédio da Câmara e apenas criticar verbalmente os vereadores durante a sessão.

Os vereadores de oposição foram até a porta de entrada, mas também foram barrados pelos seguranças que impediram que eles entrassem com as pizzas. A ordem do presidente da Mesa Diretora, Manuel Marcus, foi seguida a risca.

Em entrevista, Marcus disse que não aceitaria esse tipo de crítica aos vereadores. “Eles têm que respeitar essa casa. Podem entrar e criticar, mas entrar com alimentos para manchar a imagem dos parlamentares isso não aceito”, declarou.

Os manifestantes foram criticar os vereadores da base do prefeito que aprovaram o relatório da CPI do Transporte Coletivo. Nessa terça-feira, a comissão aprovou o documento.

No texto, o relator Jackson Ramos disse não haver irregularidades no contrato com as empresas e a prefeitura.

A oposição tem uma lista de irregularidades que, em tese, impedia a renovação do contrato com as empresas por mais 10 anos.

Segundo o vereador Roberto Duarte, nem o CNPJ das empresas aparece nos contratos e faltam certidões negativas de débito. “Infelizmente, a CPI terminou dessa forma, mas nos resta buscar o Ministério Público. Vamos apresentar uma denúncia com documentos mostrando que esses contratos devem ser cancelados pelo alto grau de irregularidades”, contestou.

O presidente da CPI, Raílson Correia, reforçou que não existem irregularidades nos contratos que impeçam a prefeitura de manter os serviços com as empresas. “O que houve foi uma mudança de empresa. Por isso, não aparecem os CNPJ’s. Quanto às certidões, o edital liberava a cobrança. Mas, a oposição pode buscar outros meios para provar o contrário”, disparou.

O relatório deve ser levado ao plenário nessa quinta-feira para ser votado pelos vereadores.

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