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Rio Branco pode perder 53 profissionais do Mais Médicos

Governo Federal não renovar o contrato

Lançado em Julho de 2013, o programa Mais Médicos, do governo federal, busca melhorias no atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde. Mas, pouco depois de ser implantado, quando era formado por dois eixos de médicos, os brasileiros e os estrangeiros, sofreu alterações.

A principal delas foi a saída dos médicos cubanos do programa, que representavam a maioria dos profissionais de outros países. Atualmente, aqui em Rio Branco, 53 médicos trabalham por meio do programa federal. A maioria é lotado em postos e unidades que ficam em áreas vulneráveis dentro da própria capital.

Mas a presença dos 53 médicos do programa Mais Médicos na capital acreana, já tem data marcada para acabar. É que o governo federal anunciou que não irá renovar o contrato com as cidades que possuem mais de 300 mil habitantes.

Segundo o IBGE, Rio Branco já possui mais de 383 mil habitantes. Com isso, a capital fica fora do próximo ciclo do programa.

Oteniel Almeida, secretário de Saúde do Município, diz estar em choque com a notícia. Ele entende que, quanto mais pessoas vivem em uma cidade, mais ajuda e investimentos no setor da saúde ela precisa.

“Todos os municípios esperavam que no edital que está em vigência, que as capitais, as regiões acima de 300mil habitantes fossem contempladas. Nós já estamos com esses profissionais que terão o seu vinculo encerrado, portanto é fazer um novo edital apenas para repor, então a gente não está pedindo novos recursos, novos profissionais, estamos apenas pedindo pra que o governo federal reveja essa medida”, explicou o secretário.

Mesmo não concordando com o veto do governo federal ao programa, Oteniel diz que não pode é ficar de braços cruzados. O secretário já se articula para, com outros secretários municipais de Saúde, fazer um pedido de intervenção junto ao governo federal. “Nós estamos, juntos com a universidade Federal, buscando alternativa a partir dos médicos das residências, a partir também dos médicos que hoje estudam na universidade”.

Glauber Lucena é do Ceará. Ele veio cursar Medicina na Universidade Federal do Acre, acabou gostando de Rio Branco e mora há 10 anos na capital. Esse é o segundo ano que ele trabalha pelo programa Mais Médicos, e até então, não havia considerado a possibilidade de deixar o estado. Mas agora, diz que já começa a repensar seus planos. “Para o município e pra população de Rio Branco, vai ser muito ruim a não adesão do município ao programa nesse momento. E com essa perca desses profissionais, acho que vai haver uma evasão de médicos do estado.”

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