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Sejamos bem vindos à Campanha 2014

“Existe um sentimento de mudança”, disse o tucano

Na prática, a campanha eleitoral no Acre começou neste sábado. A presença do candidato à presidência Aécio Neves foi recheada com tudo o que uma disputa de urnas tem: participação popular, críticas, ironias e, por que não dizer, até deselegâncias.

Aécio teve que enfrentar um desconforto interno que foi se dividir em duas agendas: uma com o DEM (compromisso costurado por Bocalom com lideranças nacionais do partido em Brasília) e outra com o PSDB.

Na localidade conhecida por Cinco Bocas, o presidenciável conversou com a imprensa. Foi mais um que prometeu construir a ponte sobre o Madeira (a promessa da moda). “Quando vencermos, vamos fazer a ponte sobre o Rio Madeira. Um compromisso que o atual governo não teve competência de fazer”, comparou.

Houve um aspecto da fala de Aécio que incomodou por demais o atual governo. Guarda relação com a exclusão social. Mesmo depois de praticamente 16 anos de Governo, as três gestões petistas não conseguiram eliminar a extrema pobreza. E o tucano soube explorar o problema como poucos, porque relacionou a existência da miséria no Acre com a crítica ao modelo de desenvolvimento implantado pelas gestões petistas.

“Não há nada mais antiambiental do que a miséria”, alfinetou. “Temos que preservar o bioma da floresta com pesquisas e investimentos nas universidades, para definir as potencialidades com foco na melhoria de qualidade de vida das pessoas”.

Neves só foi deselegante quando tentou ser mais incisivo nas críticas, aceitando gratuitamente a provocação dos jornalistas quando lembraram uma declaração de Lula quando disse recentemente que o tucano mantém uma “oligarquia em Minas”. Neves foi para um nível abaixo. “Meu esporte preferido em Minas ao longo dos anos, tem sido derrotar o PT e derrotar no primeiro turno”, bombardeou. Falou com a lógica de uma campanha eleitoral polarizada.

Orientado por colegas de palanque, Aécio falou de algo que desconhece: o Juruá. Ele disse que vai “criar um eixo que permita a integração da região a partir de Cruzeiro do Sul com o Peru, para garantir competitividade dos produtos produzidos no Acre, além de garantir a boa convivência da preservação ambiental e o desenvolvimento econômico e social”.

Assim como a ponte do Madeira, essa tentativa de integração com o Peru via Juruá é bandeira velha. Velha e cara. Daí a inviabilidade até hoje. Mas, por razões que expõe a força do Juruá, o atual governo do Acre, vez por outra, ensaia alguma ação para demonstrar interesse na questão, incomparável com o que já é realidade na integração com o Peru pelo Vale do Alto Acre.

A elevação do tom em algumas declarações, a ironia, as expressões mais contundentes abrem a campanha 2014 no Acre. Era o sal que estava necessitando. A resposta vem com Lula que no fim do mês estará aqui em Rio Branco para fazer política com o argumento de inaugurar um frigorífico. Sejamos todos bem vindos à campanha 2014!

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