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Servidores aprovados em concurso são demitidos no Quinari

Prefeitura conseguiu liminar na Justiça garantindo demissões

Professores e servidores da Educação e Saúde se reuniram na tarde desta quarta-feira na sede do Sinteac em Senador Guiomard. Na pauta, as providências que serão adotadas pelos trabalhadores para evitar as 16 demissões efetivadas pela prefeitura. Representantes da Câmara de Vereadores também apoiam a causa dos servidores.

Os servidores foram aprovados em concurso público realizado pelo município ano passado. De acordo com os trabalhadores, a alegação da prefeitura são os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal no gasto com o funcionalismo.

“Não posso mais nem entrar na escola onde estava dando aula”, indigna-se o professor Wellington Luiz, que dá aula na escola de Ensino Fundamental Manoel Gonzaga. Ele e outros 15 professores foram notificados e estão proibidos de dar aulas.

“Nós vamos acionar a Justiça porque os trabalhadores não têm culpa dos desmandos dos gestores. Eles foram aprovados em concurso público”, afirmou uma representante do Sinteac.

Os servidores também alegam que a Prefeitura de Senador Guiomard criou uma comissão para tratar do assunto. Este grupo, segundo os trabalhadores não tem legitimidade. “É uma comissão ilegal porque não nos representa”, diz o Sinteac.

Os trabalhadores alegam que a demissão só seria justificada caso os servidores tivessem cometido alguma irregularidades. A partir daí, abriria-se um processo administrativo, com consequente investigação e possível demissão. Mas, não houve nenhuma irregularidade cometida pelos servidores. Para eles, a demissão é arbitrária e ilegal.

Outro problema foi o prazo dado pela prefeitura para qie os servidores formulassem e oficializassem a defesa: cinco dias. Os trabalhadores vão pressionar a Prefeitura de Senador Guiomard na manhã desta quinta-feira (9) para que o prazo seja estendido.

O prefeito de Senador Guiomard, André Maia, foi contatado pela equipe de Agazeta.Net, mas, até a conclusão do texto não retornou as ligações e nem respondeu às solicitações feitas via rede social.

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