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Servidores do Saerb exigem mais segurança durante trabalho

Problema foi debatido entre gestores e trabalhadores

Arrombamentos a unidades, furtos e assaltos. Esses foram os assuntos discutidos em uma reunião dos servidores de carreira do Saerb, que foram cedidos ao Depasa. O encontro promovido pelo Sindicato dos Urbanitários teve objetivo de discutir ações para pedir apoio ao enfrentamento do problema de segurança, além de reclamar de outras precariedades no departamento.

“A gente tem vários ofícios pro Depasa a respeito de condições de trabalho do servidor, já levamos ao Ministério Público e oficializamos o Tribunal de Contas a respeito de várias irregularidades que vem acontecendo com os servidores, inclusive segurança. Já tivemos reunião com o major Júlio Cesar, com o Coronel Kinpara que teve reunião com a gente na ETA e ficou de colocar rondas. A ronda acontece, mas vai lá cedo, às 20 horas, às 21 horas. Mas não tem aquela segurança constante”, explica o diretor de comunicação do Sindicato, Mauricélio Lima.

A falta de segurança, segundo a categoria, não é problema exclusivo da Capital. “O Governo do Estado deveria fazer investimento por que é segurança nacional a questão da água. O que ocorre de assalto na Capital, acontece também no interior. Nós tivemos casos em Xapuri e outros municípios”, afirma o sindicalista Marcelo Jucá.

O Sindicato dos Urbanitários denuncia que já foram roubados nas unidades do Depasa: veículos dos servidores, equipamentos de informática e armas de vigilantes. É muito comum também o roubo de cloro em pó, que nas estações são utilizados para tratar a água, mas que os traficantes também usam para acrescentar na preparação, na mistura da cocaína.

A vulnerabilidade das unidades facilita o acesso dos criminosos. Na Estação de Captação da ETA 2, por exemplo, localizada no Segundo Distrito e que foi criada para ser modelo do sistema, é possível perceber isto.

Não existe nenhum muro que restrinja a entrada de pessoas. A área extensa é totalmente aberta, fica às margens da Via Verde, a apenas 300 metros. “A gente precisa que os locais sejam cercados, de câmeras de segurança”, reivindica Lima.

Com medo, o servidor esconde o rosto e relata que nos últimos anos já foi alvo de bandidos por 3 vezes. Na última, um usuário de drogas entrou no ambiente de trabalho dele, altas horas da noite. “Fechei meia noite e fui no banheiro e percebi a porta se mexendo. Aí o rapaz entrou e estava recolhendo as coisas na mesa. Eu pedi pra ele se retirar e ele disse que queria dinheiro pra fumar, pra beber”, explica o servidor que pediu para não divulgar o nome.

O trabalhador já teve duas bicicletas roubadas e um celular. Por enquanto foram apenas bens materiais, mas ele teme pela integridade física, já que outros colegas foram brutalmente agredidos em outros assaltos. “Vão esperar o pior acontecer? Porque estão matando hoje por qualquer coisa”, finaliza.

O Sindicato dos Urbanitários pretende levar um novo documento ao Ministério Público, denunciando os problemas relativos à segurança dos servidores.

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