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Construção Civil estima crescimento de 12% em 2018

Previsão otimista tenta reverter cenário de queda

A Federação das Indústrias do Acre estima que o setor da Construção Civil deve crescer em torno de 12% em 2018. É uma interpretação muito otimista já tenta reverter um cenário de tendência de queda na atividade industrial, com destaque para a Construção Civil, o segmento mais forte e também o mais vulnerável.

Só para se ter uma ideia de como está o contexto da Construção Civil no Acre, os indicadores de geração de emprego no setor amargam queda desde outubro de 2016. O destaque fica por conta do mês de fevereiro de 2017 quando a variação acumulada resultou em queda de 33,64%.

É claro que isso guarda relação direta na rotina do trabalhador. “Há dois anos nós estamos passando por um grande problema na geração de emprego na Construção Civil no Acre”, constata José Adelmar Moura de Assis, o Dema, presidente do sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Acre. “Quem está empregado está com salário atrasado, com alguns sem receber o salário de outubro”.

Mas, na comparação entre 2017 com 2016, o saldo de emprego ainda conseguiu fechar o ano no azul. Com saldo positivo de 1,01%, de acordo com os dados divulgados pela Fieac.

A leitura do empresário e presidente da Federação das Indústrias do Acre, José Adriano Ribeiro da Silva, é outra. É um otimismo calculado, tentando separar o cenário político local com o nacional. “O Estado nunca esteve em uma ambiente mais tranquilo do que o atual em relação à recessão, mas, no nível nacional, a recessão cessou. O que aumenta a responsabilidade porque nós precisamos ter de volta os investimentos. Não basta ter apenas o controle da inflação, não basta ter otimismo. O Governo Federal precisa retomar investimentos”.

Na Indústria de Transformação, o que chamou atenção foi a diferença entre o volume de produção executado em 2017 comparado a 2016. Houve queda de pelo menos 15 pontos. Os números da Fieac mostram também que nesse segmento da indústria, o ano de 2016 foi mais estável. Havia maior previsibilidade. O que não ocorreu este ano.

Isso se reflete, por exemplo, na relação entre a capacidade instalada da indústria de transformação e o que efetivamente se produziu. Novamente, a performance de 2016 foi mais estável.

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