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Sindicalistas fazem pressão contra privatização da saúde

Câmara adiou votação da OS para próxima sessão

Sabendo que o projeto de lei para criação das organizações sociais, estava na pauta da sessão dessa quarta-feira (7), os sindicalistas foram para a Assembleia Legislativa tentar impedir sua aprovação.

Em reunião com o líder do governo e relator da matéria, deputado Daniel Zen, os sindicalistas mostraram que são contra a contratação de organizações sociais, conhecidas como OS, para gerir os hospitais e UPAS do estado.

Para o presidente do sindicato da saúde, Adailton Cruz, as OS’s passam a receber os recursos do SUS e decidem como serão feitos os atendimentos. É o fim, disse Cruz, dos concursos públicos para o setor que se transformará num cabide de emprego para pessoas ligadas ao governo. “É o fim da fiscalização direta nos serviços e no controle financeiro e como é uma empresa, a organização social também visa lucro, será uma perda irreparável para quem for buscar o tratamento”, alertou.

O projeto de lei não concede ao estado apenas a livre iniciativa de terceirizar a saúde. As organizações podem ser contratadas para trabalhar nas áreas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, meio ambiente, cultura e saúde.

O líder do governo, disse que as OS’s vão garantir uma economia financeira e de tempo. Será o fim de burocracias em licitações. O governo colocaria metas, que não atendidas, fazem com que a organização não receba recursos. Será melhor para que for em busca do serviço”, amenizou.

A organização social pode vir de pessoas jurídicas de direito privado, basta o governo qualificar através de decreto, depois será feita uma parceria entre o estado e as OS, que passariam a receber os recursos destinados à saúde.
A votação das OS’s foi adiada para a próxima sessão.

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