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Sindicatos discutem situação dos servidores da Saúde

Trabalhadores sem perspectivas de solução

Os sindicatos ligados à saúde buscam alternativas para evitar a demissão de 380 servidores que estariam e situação irregular. Essa demissão foi ordenada pela Justiça após os aprovados no último concurso ingressarem com ação no Ministério Público.

Na manhã desta segunda-feira (6), alguns desses servidores estiveram reunidos com os presidentes dos sindicatos na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac).

De acordo com o presidente do Sintesac, Adailton Cruz, os sindicatos vão buscar na via judicial a garantia dos direitos desses trabalhadores. Além disso, eles devem pedir um prazo de seis meses para a manutenção dos cargos e a garantia dos direitos trabalhistas desses servidores.

“Estamos fazendo tudo que é possível para evitar que se crie o caos na Saúde, que pais de famílias cheguem a ir pra rua depois de quase vinte anos contribuindo e de mãos abanando. Vamos impetrar todas as ações possíveis”.

Dos 380 servidores, 50 trabalham no Pronto Socorro, 109 no Hospital das Clínicas sendo quase 100% da área de nefrologia segundo Adailton. “Essa demissão em massa só vai trazer prejuízos pra todo mundo, inclusive para a população, que vai penar sem assistência, pois tem serviços que podem inclusive fechar, como por exemplo, o serviço de nefrologia”.

Entre esses servidores está Maria do Carmo. Ela era técnica em enfermagem desde 1986 e em 2006 assinou o contrato provisório com o Estado como enfermeira, do primeiro contrato pra cá já são 30 anos de contribuição com INSS.

“Desde 2006, trabalho no quadro como enfermeira. Aqui também estou reivindicando pelo meu tempo de serviço, porque eu já tenho meu tempo de serviço completo, mas se me demitiram de 2008 pra agora, vai regredir. Vou sair sem nada, sem ter direito a verba rescisória segundo a nota do ministério. E vou sair num grande prejuízo, você matem sua família, vive desse salário”.

Meire Santana é enfermeira há quase 20 anos. O contrato dela com o Estado é julho de 1996. Para ela foi um grande susto receber a notícia que seria demitida. “A gente sabia que esse processo estava aí, que esses servidores eram considerados irregulares há muitos anos, todo ano surgia a conversa que seriam demitidos. Mas, pra nós, foi uma surpresa de qualquer forma. Tenho vinte anos de serviço e, de repente, uma mãe de família se vê desempregada”.

Na quinta-feira (9), a partir das 8h, os servidores farão um ato em frente à sede do Ministério Público para chamar a atenção e sensibilizar o poder público para situação dos servidores.

Sesacre

De acordo com Secretário de Estado de Saúde, Gemil Júnior, os servidores terão seus direitos garantidos. “Semana passada nós soltamos uma nota deixando bem claro, para que os profissionais, até que sejam notificados e seja concluída a saída deles, eles podem trabalhar normalmente porque a Sesacre vai honrar com o pagamento deles, incluindo os extras que eles estão fazendo”.

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