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“A confusão será grande”, sobre possibilidade de ebola pelo Acre

Governo demonstra vulnerabilidade ao ebola

Governo Federal negou “providências sanitárias” para evitar a entrada do vírus ebola no Brasil pelo Acre, com a imigração senegalesa. Na sexta-feira, o governo do Senegal confirmou a primeira vítima de ebola no país.

A notícia trouxe preocupação ao Acre, informou ontem com exclusividade o jornalista Josias de Souza do portal UOL. Ao jornalista, o governador Tião Viana fez a seguinte declaração. “Eu havia pedido providências sanitárias ao governo federal, mas nada foi feito”, lamentou Tião Viana. “A confusão será grande”. Desde 2013, já passaram pelo Acre 1.628 senegaleses. 1039 somente este ano.

O episódio demonstra que o próprio governo do Acre não trata a questão com o rigor necessário. Integrantes da equipe de governo têm tido posturas diferentes em relação ao problema.

Na sexta-feira, a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, descartou a possibilidade de entrada do vírus pelos imigrantes que usam a rota acriana. Ao site AGazeta.Net declarou: “O tempo que o ebola leva para se manifestar é de até 21 dias. As pessoas que chegam a Brasileia levam, em média, 61 dias em viagem”, assegurou.

Já o colega de equipe, secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilson Murão, foi direto. “O caso confirmado de ebola no Senegal faz acender a luz vermelha aqui no Acre”, admitiu.

A situação foi discutida com a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, que cumpre agenda institucional no Acre.

O jornalista Josias de Souza informou que o Governo do Acre já havia solicitado ao Governo Federal presença de equipe de vigilância sanitária especializada na região de Brasileia e Rio Branco, onde há, no momento 276 imigrantes. Destes, 20 são senegaleses o restante é formado basicamente por haitianos.

Estão informados formalmente do problema os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Justiça e a Anvisa.

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