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Tião Viana mostra situação de haitianos ao ministro da Justiça

Reunião interministerial tratará a questão

O governador Tião Viana apresentou ao governo federal na manhã desta quinta-feira, 16,  em Brasília, a situação atual dos imigrantes haitianos que estão em Brasileia.

Durante reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador ressaltou que nesta época do ano cresce o número de pessoas no abrigo, em razão das empresas não estarem vindo ao estado para contratar os imigrantes.

Além disso, desde o dia 4 de janeiro, o fluxo de entrada aumentou e, nos últimos dias,  o Estado registrou a chegada de 70 pessoas por dia.

Desde o início de 2010, aproximadamente 15 mil imigrantes  entraram no país pela cidade de Assis Brasil, na fronteira com o Peru. Na última semana, a coordenação estadual do abrigo montado em Brasileia, que tem capacidade para atender cerca de 300 pessoas, registrou a entrada de mais 1,2 mil haitianos.

“Em dezembro do ano passado, o Ministério da Justiça acordou com o nosso governo que o tempo máximo de permanência do imigrante em Brasileia, seria de três dias. Infelizmente, o Ministério não alcançou essa meta, mas a sua equipe continua preocupada com a situação e dando atenção ao caso”, disse o governador Tião Viana.

Como resultado da visita do governador ao Ministério, ficou confirmada uma reunião interministerial para a próxima terça-feira, 21, entre representantes do governo do Estado, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e a Casa Civil da Presidência da República, para tentarem achar uma saída definitiva.

Situação é preocupante

Desde o início de 2010, aproximadamente 15 mil imigrantes – a maioria procedente do Haiti –, entraram no país pela cidade de Assis Brasil, na fronteira com o Peru. Na última semana, a coordenação estadual do abrigo montado em Brasileia, que tem capacidade para atender cerca de 300 pessoas, registrou a entrada de mais 1,2 mil haitianos.

Nos últimos dias, houve um aumento considerável no fluxo de chegada, que nos anos anteriores era de 500 a 800 estrangeiros. Um dos fatores preocupantes é que os representantes de empresas pararam de ir a Brasileia, porque já não contratam mais nesse período – a previsão é que voltem em fevereiro. E como não há oferta de emprego em outros estados, o abrigo têm recebido mais do que pode comportar.

Como medida paliativa, o secretário Nilson Mourão, titular da pasta de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), sugeriu o fechamento temporário da fronteira, até que o número de entrada diminua. “Essa é única saída digna que nós, enquanto poder público, temos para garantir o direito dessas pessoas, que já sofreram tanto. Ao entrar no Brasil, elas estão sob nossa responsabilidade. Porém, a situação do lugar onde elas são acolhidas é precária e não oferece as condições ideais”, disse.

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