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“Projeto já foi entregue ao governo”, diz lobista

Governo e prefeitura já liberaram a execução da obra

O representante do Grupo Venâncio foi hoje (7) à sede da Assembleia Legislativa acompanhar os debates a respeito da criação do Centro Administrativo. Adiantou que todos os projetos arquitetônicos, de estudo de impacto ambiental, de área de estacionamento já foram aprovados pela Prefeitura e por órgãos do governo.

“Todo o projeto já foi entregue ao Governo”, assegurou o representante do Grupo Venâncio, Sérgio Cantallice. “Se eles disseram que não viram… o que eu posso fazer?”. A obra polêmica está orçada em R$ 280 milhões e deve reunir em um só espaço a maior parte da administração pública do Estado.

De acordo com Cantallice, a empresa tem prazo de 18 meses para execução da obra e que o Governo só vai pagar a primeira parcela 30 dias após a entrega do empreendimento.

O representante empresarial disse que órgãos de meio ambiente do Governo e da Prefeitura de Rio Branco já aprovaram os projetos e licenças para a execução da obra.

A segurança do representante da empresa contrasta com o clima de polêmica do plenário. Antes de qualquer definição sobre a obra, é necessário o aval e a aprovação dos parlamentares.

Por conta da reação negativa dos deputados foi realizada, na manhã de hoje (7), uma reunião para explicar o Projeto de Criação do Centro Administrativo, para o qual o governo quer autorização legislativa para ceder imóveis do estado como garantia de um crédito bancário.

Foram duas horas de conversa em que o líder do governo, Daniel Zen, explicou a respeito do projeto. Zen usou, à exaustão, todos os argumentos possíveis para convencer os pares da necessidade de aprovar projeto.

“Qual a estratégia do Estado? É captar o investimento através da iniciativa privada sob o compromisso de aluguel durante um prazo de 20 anos. Ao final desse prazo, o bem passa a incorporar o patrimônio do Estado. E pra isso o Estado precisa dar garantias de segurança para o empreendedor privado seja lá quem for ele”.

Nos bastidores, o projeto está sendo chamado de “caroço de cajarana”, dada a dificuldade em defendê-lo. Poucos são os deputados convencidos da necessidade do projeto.

“No momento de economia que estamos atravessando, o país e principalmente o nosso estado, é muito difícil você trazer um empreendimento dessa natureza. Eu fico preocupado e ai a gente tem que analisar melhor.” Disse o Deputado Estadual Chagas Romão do PMDB.

Outro deputado que considera que o melhor agora é esclarecer melhor do que se trata o projeto é Nelson Sales do PV. “Não me convenceu. Na minha opinião, ainda faltam muitas informações. Primeiro que eu não vejo como prioridade, (…) segundo que não vi por parte do governo as informações necessárias pra que gente pudesse aprovar e votar favorável a esse projeto”.

A deputada do PMDB, Eliane Sinhasique, também disse ter dúvidas quanto ao projeto. “Eu ainda estou com muitas dúvidas disso, principalmente porque áreas, por exemplo de Xapuri, praticamente toda está sendo dada de garantia a esse empreendimento, que eu compreendo que não é um empreendimento para este momento”.

Jesus Sérgio, da base de sustentação do governo, é um dos mais críticos em relação à proposta. Ele teme que Tarauacá, o município mais atingido, fique sem terra para a produção, uma vez que das quatro florestas estaduais três estão no referido município. Junto com a cessão das outras áreas para o banco, seria praticamente impossível produzir em Tarauacá. “Pedi mais um tempo pra poder visitar o Ibama, visitar o Iteracre, visitar o Basa e rever algumas questões”.

Mas, o que faltou para convencer o deputado governista sobrou para ganhar o deputado oposicionista. Jairo Carvalho do PSD está convencido da necessidade, da urgência e de tudo mais que Daniel Zen disser.

“No momento eu sou a favor, estou analisando o projeto está dando toda garantia a população, mas nós vamos reunir a base à posição e vamos decidir em conjunto. Estou convencido que esse projeto é bom para o Estado”. {youtube}JnpOsE5qquU&feature=youtu.be{/youtube}

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