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Vem pra Rua no Acre tem pouca mobilização

Gesto válido pela simbologia: protesto mesmo com chuva

#somostodosmp e “Querem acabar com o Ministério Público e a Magistratura”. Com esses motes, os militantes do movimento “Vem pra Rua” e servidores do Ministério Público do Acre participaram do movimento nacional de apoio à Operação Lava Jato e contra a corrupção.

No Acre, a mobilização se limitou à Capital. Chovia muito no horário em que a organização do movimento marcou para o protesto. A frente do Palácio Rio Branco ficou praticamente vazia.

O pequeno grupo se restringiu a ocupar o saguão da Assembleia Legislativa do Acre. O procurador Geral de Justiça do Ministério Público do Acre, Oswaldo D’Albuquerque, liderava a mobilização. “O momento exige o fortalecimento das investigações contra a corrupção e não o contrário”, afirmou.

Cerca de 300 pessoas participaram do protesto contra a corrupção e a operação Lava Jato na tarde deste domingo em Rio Branco. Os manifestantes denunciaram tentativa do Congresso Nacional de enfraquecer o Ministério Público e defenderam a manutenção do projeto original das 10 medidas contra a corrupção.

A chuva não abafou o protesto. Era quase três da tarde, uma hora depois do horário marcado para iniciar o evento, e ainda chegavam algumas pessoas, se protegendo com guarda-chuva.

O ato organizado pelo Movimento Vem pra rua contou com pouca participação popular e graças à mobilização dos servidores do MP não foi um fracasso. Para a organização, o importante foi ter dado o recado.

Cerca de 300 pessoas, sendo maioria servidores do Ministério Publico, se apertaram no saguão da Assembleia Legislativa para a manifestação que aconteceu simultaneamente em várias cidades do país.

Em pauta: a manutenção do projeto original das 10 medidas contra a corrupção elaboradas pelo MP, não ao caixa 2 e a anistia de corruptos entre outros. Com cartazes, faixas e camisetas, os manifestantes denunciaram suposta tentativa de “calar o Ministério Público e o Judiciário”.

“Nós não podemos aceitar que esse tipo de situação, que esse ardil que aconteceu na calada da madrugada enquanto o povo brasileiro chorava a morte dos seus pares em terra estrangeira foi aprovada uma lei que membros do Ministério Público e magistratura fiquem reféns de bandidos. Por isso pedimos o apoio da sociedade, como um todo, que mais uma vez, compre essa briga ao nosso lado”, disse ao microfone, o promotor Rodrigo Curti.

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