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Venda da Eletrobras pode render R$ 20 bi

Governo Federal quer concluir processo em 6 meses

O Governo Federal se apressa em vender o sistema Eletrobras e a desestatização começa a ficar mais perto. O governo detém 51% das ações da estatal e a venda pode render R$ 20 bilhões. Por isso, quer negociar a holding em no máximo seis meses.

Com uma dívida de R$ 34 bilhões, a empresa tem distribuidoras em seis estados da região Norte e Nordeste e mantém quase a metade das linhas de transmissão do país. As regras dos leilões e os valores individualizados das distribuidoras ainda não estão fechados.

No Acre, são 296 mil consumidores com serviços oferecidos em todos os municípios. O presidente da Eletrobras-Acre, Ricardo Xavier, acredita que a venda será o melhor negócio para quem precisa do serviço.

“Atualmente, a distribuidora no Acre trabalha com as contas no vermelho porque não pode fazer investimentos e buscar novas tecnologias. A empresa está impedida de contrair financiamentos. Existe ainda a burocracia do serviço público como as licitações que atrapalham e aumentam o custo operacional. Na qualidade de empresa privada será diferente: tudo pode ser feito de imediato”, relatou o presidente.

Ricardo Xavier afirma que a venda da Eletrobras não significa aumento de tarifa porque os novos donos vão querer ampliar a rede.

Para o Sindicato dos Urbanitários (que defende os interesses dos servidores da empresa), a privatização não é garantia de melhoria nos serviços e cita como exemplo, a distribuidora do Maranhão que é recordista de reclamação.

Além disso, metade do sistema é isolado, não tem rede, e sim motores o que torna mais cara a manutenção do sistema como, por exemplo, o programa Luz para Todos. “O governo deixa de falar a verdade quando vende a ideia de que o sistema Eletrobras pode ser um bom negócio para empresas e o consumidor, que terá melhoria nos serviços, quando os números e os fatos mostram o contrário” reclamou.

Os sindicatos se uniram e estão buscando na Justiça uma forma impedir a venda da Eletrobras que pode ter o primeiro leilão no próximo mês de dezembro.

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