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Violência: vereadores questionam ações das policias

Cúpula da Segurança Pública é sabatinada em sessão

Depois de três requerimentos pedindo a presença da cúpula da Segurança Pública, finalmente a Câmara de Vereadores de Rio Branco pode contar, numa sessão especial, com o representantes da Policia Militar, o coronel Mário César, o secretário de Segurança Renir Graebner e o secretário de Policia Civil Emilson Farias.

Os vereadores tiveram a chance de sabatinar os homens responsáveis pela combate à violência, mas, apenas três parlamentares foram para o enfrentamento, o restante se limitou a perguntar qual projeto ou política adotada no combate ao crime.

O autor do requerimento, vereador Raimundo Vaz, começou mostrando que em apenas três dias, na região do Calafate, foram oito arrombamentos de residências. Os coletivos não querem rodar à noite, e citou que os moradores estão sitiados com a onda de violência e a falta de policiais. Lembrou que a desde o ano passado havia a promessa de colocar uma base da Policia Civil e até hoje não foi colocado um agente sequer. E lembrou ainda, que, enquanto os bandidos agem, as policias Civil e Militar travam uma batalha de egos. O parlamentar falava do episódio envolvendo os policiais numa delegacia quando militares invadiram e retiraram um PM que acabara de receber voz de prisão de um delegado.

O vereador Marcelo Jucá quis saber qual é a verdadeira estrutura da Policia Militar. Criticou a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores,  que não colocou no convite os representantes dos militares e agentes penitenciários quer estavam na casa, mas não puderam participar da sessão.

Os sindicalistas estavam com números e dados que mostram porque a violência vem crescendo em Rio Branco e revelariam detalhes dos desaparelhamento dos quartéis e da falta de PMs nas ruas.

O vereador Rabelo Góis 9PSDB) foi duro ao criticar a segurança. Disse que para a cúpula era fácil falar em números, porque eles andavam armados, tinham segurança e podiam se defender dos bandidos, já o resto da população sofria. Disse que a segurança esconde os verdadeiros motivos do crescimento da violência, quando não exige escolas, empregos e ações socais nas camadas mais pobres.

Os secretários mostraram números que apontam redução na violência e estatísticas das prisões efetuadas. A Secretaria de Segurança  vem montando estratégias para combater o crime, mas tem um inimigo forte, que é o tráfico de drogas, que incentiva outros crimes.

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