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Votação da PEC dos Soldados da Borracha é adiada

Governo quer dar abono, sem aumentar proventos

A PEC dos Soldados da Borracha foi incluída na ordem do dia da sessão de amanhã, quarta-feira, mas deve ser votada mesmo só na próxima semana. O governo sinaliza com uma contraposta, apresentada nesta manhã pela ministra das Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, aos parlamentares das bancadas do Acre e Rondônia.
 
A proposta do governo discutida pela ministra Ideli Salvati e os parlamentares é de um abono de 50 mil para cada soldado da borracha vivo, sem aumento nos proventos e com a desvinculação da aposentadoria especial ao salário mínimo.
 
Como não se chegou ao consenso sobre o assunto, ficou agendada nova reunião para esta quinta-feira, no Palácio do Planalto, com a responsabilidade dos parlamentares envolvidos com o tema  chegarem a um entendimento a respeito.
 
Os parlamentares têm dúvida entre o abono de 50 mil para os 6 mil soldados da borracha vivos ou de R$ 25 mil para os mais de 12 mil pensionistas, que beneficiaria também os dependentes que já recebem a pensão de 2 salários mínimos. Além do abono, os parlamentares acreditam na possibilidade de aumentar o valor da pensão e a inclusão do pagamento do 13º salário, que não é feito hoje. Mas o governo não aceita qualquer discussão que envolva vínculo com o salário mínimo. Hoje à tarde, na reunião do colegiado de líderes, a deputada Perpétua Almeida informou sobre o andamento das negociações.

Soldados da Borracha protestam e exigem indenização

Eles não ligaram para o sol forte e foram participar do ato que pedia mais agilidade por parte do deputados federais na votação da PEC 556 que amplia de dois para sete salários mínimos o valor percebido pelo Soldado da Borracha. Ao menos duas mil pessoas estiveram no movimento organizado pelo sindicato dos aposentados no centro da cidade.

A policia fechou a avenida Brasil no local próxima a casa de governo. No palanque improvisado os soldados da borracha abriram o verbo. Eles lembraram que em pleno período de segunda guerra, o governo brasileiro convocou milhares de nordestinos para trabalhar nos seringais da Amazônia. Passaram por todo tipo de sofrimento. cerca de 35 mil homens morreram na floresta,  enquanto 454 pracinhas, os soldados enviados a guerra, perderam a vida em batalha.

O seu Francisco Castro de 83 anos disse que nem acredita que para receber uma indenização é preciso ir as ruas. “ninguém consegue mensurar os desafios e as doenças que enfrentamos para sobreviver a floresta, pelo jeito vamos morrer sem receber uma justa indenização”, salientou.

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