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Emendas e voto secreto pautam Aleac até o recesso

Parlamentares se preparam para ‘limpar gavetas’

A Aleac (Assembleia Legislativa do Acre) entra em dezembro se preparando para limpar as gavetas e de olho no recesso de fim de ano. Em um ano atípico, onde a base do Palácio Rio Branco ensaiou uma “rebelião”, temas polêmicos e que não agradam ao governo tendem a marcar estas duas últimas semanas de sessão. O principal deles é a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) das emendas impositivas.
 
Além disso, os deputados prometem acabar com o voto aberto na eleição da Mesa Diretora e em análises dos vetos do Executivo. A manobra é vista como uma autoproteção contra retaliações do governo, assegurando a “autonomia” do Legislativo. Para que estas matérias tenham validade já a partir do próximo ano, o plenário precisa aprová-las antes do início das férias.
 
Mesmo com o governo se posicionando contra estas proposições, há a possibilidade da base consolidar sua “rebelião” e aprova-las. Segundo informações, ao menos 17 deputados integrariam o grupo dos chamados “injustiçados”. Além de membros da base, o grupo conta com o apoio de cinco oposicionistas.
 
Desta forma, o Palácio Rio Branco fica com sua ampla maioria de cadeiras na Casa comprometida. Os governistas estão insatisfeitos com os rumos da relação com o governo. A falta de acenos é um dos principais descontentamentos, e os palacianos afirmam não ter confiança na base.
 
Para não ver estas propostas aprovadas, o governo se verá obrigado a conversar com cada um dos “rebeldes”. O Executivo tem interesse em apaziguar a base já que a principal matéria de seu interesse também precisa ser votada: O Orçamento Geral do Estado, que vai permitir ao governo contar com um caixa de R$ 5,3 bilhões no ano de disputa eleitoral, com Tião Viana (PT) em campanha para a reeleição. 

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