Após troca-troca de partidos, dúvida é saber disposição de PT e PCdoB estarem no “chapão”

Os dedos e os anéis
O troca-troca de partido, o burburinho de telefones tocando e encontros em salas fechadas para tratar a disputa proporcional para 2014 podem ser vistos como movimentos quase sem sentido. Como está praticamente acertado que os mais de 15 partidos da FPA vão sair num “chapão”, ficar ou sair de determinada legenda terá pouca influência. O que vai contar mesmo no próximo ano é a capacidade de cada candidato em arregimentar votos, somado ao desempenho dos respectivos partidos.

Aqui mesmo
Foi esta leitura que levou a maioria da enorme bancada do PEN a permanecer na legenda.  De lá sair seria como trocar seis por meia dúzia, é o que dizem os deputados “penistas”. Além disso, trocar de partido causa um tremendo desgaste na opinião pública.

Histórico
No Aquário onde ficam os jornalistas que fazem a cobertura da Aleac o desafio era lembrar o histórico de partidos por onde passou Walter Prado. Começou pelo PSB, foi para o PDT, depois se refugiou no PEN e agora tentar se domiciliar no Pros.

Boa estada
A sessão quase vazia desta quinta na Aleac foi para analisar as mudanças no Parlamento. O resultado é o aumento do número de partidos com acento na Casa: sai o PSD e entra PSL, PTB e Pros. A qualidade do plenário, porém, continua a mesma, ou seja, deixando muito a desejar.

Misturas
Acomodações feitas e todo mundo feliz da vida, a dúvida é saber a disposição do PT de integrar o “chapão”. Os petistas têm uma chapa competitiva para a Aleac, e ainda avaliam qual a melhor forma de entrar na disputa, se sozinhos ou toda a FPA abraçada.

Misturas
Aliás, o próprio PCdoB já se manifestou publicamente contra o “chapão”, avaliando-o como desvantajoso ante os nomes competitivos que os comunistas apresentarão. Diante disso, a construção do “chapão” vai ter que passar por muitas conversas na mesa do governador.

Top secret
Por falar em governador, a discussão do vice de Tião Viana (PT) é mantida em segredo a sete chaves. Mas há fortes nomes cotados: Anibal Diniz (PT) e Perpétua Almeida (PCdoB). A composição da FPA para o Senado influenciará diretamente na chapa para o Palácio Rio Branco.    

Contratempos
A declaração de Astério Moreira (PEN) sobre este vai e vem de prefeitos tucanos flertando com o governo foi explicativa, e os coloca no seu devido lugar: o Palácio Rio Branco em momento algum procurou prefeitos do PSDB para cooptá-los. Melindrosos na oposição, queriam dias melhores na vida política.

Boa companhia
Após a rasteira dada pelo PSL, o ex-deputado Luiz Calixto se filiará nesta sexta-feira ao PSD de Sérgio Petecão. É um bom quaro para reforçar o partido, carente de lideranças expressivas. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Pela tangente
O vice-presidente da Câmara Municipal, Alonso Andrade (PSDB), escapou pela tangente na polêmica votação do projeto que congela a tarifa de ônibus. A orientação tucana era para os vereadores votarem contrariamente. Para não cair na infidelidade partidária, ele deixou o prédio.

Comprometimento
Como já dito aqui neste espaço, esta medida tem cheiro de populismo. A prefeitura perderá receitas, os investimentos são comprometidos e no futuro a tarifa será reajustada. As empresas investirem em melhoria da frota já é obrigação, sem a necessidade de regalias tributárias.

Confusão
Rio Branco é a única cidade brasileira em que os ônibus de empresas privadas carregam a logomarca da prefeitura. Em outros lugares o comum é o uso do brasão do município. É uma confusão entre público e privado que ninguém entende.

Em camarote
O PTdoB de Gilberto Diniz tem evitado se posicionar neste debate oposicionista sobre as candidaturas. O parlamentar defende a unidade da oposição e diz acreditar no consenso.

Quebra cabeça
Para ele, o cenário a ser definido até o fim de março será Márcio Bittar (PSDB) na cabeça, com PMDB de vice, Bocalom deputado federal e Sérgio Petecão sendo um dos principais protagonistas do processo.  

Prolixos
Esta é a melhor definição para os discursos de Vagner Sales (PMDB). Uma hora diz que Deus cegou os ministros do STF por não verem a prescrição de seu processo, outra de que sua candidatura é predestinação Divina. Estas são as opções de candidatos na oposição a governar o Acre.

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