“Ghelen está de boa vontade, mas será usado pelo PT para piorar as coisas em relação às aposentadorias de ex-governadores”. A frase é o advogado Edinei Muniz, autor da Ação Popular que diz querer “acabar o mal pela raiz”.

Acordão

Deputados de oposição temem um acordão para a aprovação da PEC que extingue a aposentadoria de ex-governadores. As explanações do líder do governo de que a medida só vale daqui em diante porque “a Lei não retroage”, deixou todos de cabelos em pé.

Acordão II

A PEC de autoria do deputado Gerlen Diniz (PP) prevê a extinção do benefício, uma vez que suprime o artigo da Constituição Estadual que garante a aposentadoria de ex governadores. Ora, se não existe onde embasar o pagamento, não há como fazê-lo! Ocorre que a medida atinge em cheio três governadores do PT- Jorge Viana (que soma a aposentadoria de ex-governador com o salário de senador), Binho Marques e Tião Viana. Por isso o discurso enviesado do líder.

Segunda tentativa

Esta é a segunda vez que a Assembleia Legislativa do Acre tenta cessar o benefício que consome R$ 5 milhões por ano de dinheiro público. A primeira ocorreu em 1996, por iniciativa do então deputado João Correia (PMDB). Foi aprovada, mas cassada no governo seguinte, de Jorge Viana (PT), graças a um acordão dele com Wagner Sales (PMDB).

Maquiagem

Outra tentativa de pelo menos moralizar um pouco esse pagamento, ocorreu em 2001, por iniciativa do então deputado Ronald Polanco (PT). A emenda Polanco previa a manutenção do pagamento em alguns casos específicos, como filhos menores de idade. Essa PEC também vetava o acúmulo de vencimentos. Se tivesse sido aprovada, Flaviano Melo (PMDB), Jorge Viana e Binho Marques (PT) teriam que optar por um vencimento. Essa não chegou nem a ser aprovada.

Muniz

“Ghelen está de boa vontade, mas será usado pelo PT para piorar as coisas em relação às aposentadorias de ex-governadores”. A frase é o advogado Edinei Muniz, autor da Ação Popular que diz querer “acabar o mal pela raiz”, ao propor a extinção integral do benefício.

Muniz II

“O que eles querem mesmo é juntar essa lei na Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que tramita no STF pra dizer que o referido processo perdeu o objeto porque a lei foi revisada. Um verdadeiro golpe. A oposição corre o risco de ser laranja do PT”, argumentou o advogado. E finaliza com um alerta: “Acorda, Ghelen!”

E o Jamyl hein?

Essa é a pergunta que todos se fazem em tom de brincadeira, nos bastidores políticos. Muita gente bota a mão no fogo por ele. Mas, mesmo esses, dizem que ele “sabe” de muita coisa, em relação à construção das casas do programa Minha Casa, Minha Vida. A pressa do Governo do Estado em atendê-lo viria desse arquivo. Vôte!

Pressa

E, por falar em pressa, essa palavra define Jamyl Asfury (PDT). Antes da posse, antes mesmo do titular do mandato, Lourival Marques, anunciar sua saída do parlamento, Jamyl já estava na casa para ser deputado. Hoje bem cedo, quando a maioria dos deputados ainda coçava os olhos, conseguiu ser empossado.

Pressa II

Bricadeira que rolava solta nos corredores legislativos justificava a pressa pela presença eminente da polícia na casa. É que até o presidente da Assembleia resolveu entrar na onda de propor sessão solene. E, ontem (25), a homenageada foi a PM que completa 100 anos. Jamyl correu vestir um colete salva vidas rs. Seguro morreu de velho!

Acostume-se

É bom o novo deputado ir se acostumando ao tratamento diferenciado. A coluna não ouviu nem viu nem um sinal de boas vindas a Jamyl. Todos estão observando essa manobra com muita desconfiança. Até os deputados do PDT, que, em tese, poderiam estar satisfeitos com o aumento da bancada. Mas, nem eles!

Liderança

Com a saída de Lourival Marques, o PT ficou sem líder na casa. As apostas apontam na direção da deputada Leila Galvão, uma vez que Daniel Zen já é líder do governo e Ney Amorim, presidente da casa. Jonas Lima não é nem cogitado (mas, a coluna não se surpreenderia, afinal tem muita água debaixo dessa ponte). Especulações levantam a possibilidade de troca. Daniel Zen deixaria a liderança do governo (para evitar maiores desgastes ao mandato) e assumiria a liderança do PT (trocaria 6 por meia dúzia), e Jenilson Lópes (PCdoB, assumiria a liderança do governo, no lugar de Zen. Bem, que o PT adora ter um líder do PCdoB é fato. Vamos aguardar os próximos lances.

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