No primeiro trimestre de 2016, o BNDES financiou 31% mais projetos do que o mesmo período do ano passado. Detalhe: esse volume diz respeito exclusivamente para ao agronegócio. Não por acaso, um setor dominado pelo PMDB.

Generosa

A presidente Dilma Rousseff não poupou generosidade para tentar frear a crise política. E nada melhor do que um BNDES à disposição. O primeiro trimestre de 2016 financiou 31% mais projetos do que o mesmo período do ano passado. Detalhe: esse volume diz respeito exclusivamente para ao agronegócio. Não por acaso, um setor dominado pelo PMDB.

Perfumaria

Nos três primeiros meses deste ano, o BNDES desembolsou nada menos que R$ 3,1 bilhões só para o agronegócio. O problema é um só. Pode desaguar um triplo disso: quando um movimento político toma o volume semelhante ao que promoveu esta crise, reverter o fluxo é muito difícil. Nessas circunstâncias, o BNDES vira perfumaria.

CNI

Como parte das celebrações do 1º de maio, a Confederação Nacional da Indústria divulgou uma bomba: o Perfil da Indústria nos Estados. E o resultado não é nada animador. “De 2010 a 2013 – último dado disponível para o levantamento estadual -, 23 unidades da Federação sofreram retração da indústria na composição do PIB estadual”.

CNI II

“A contribuição da indústria para o PIB brasileiro caiu 2,5 pontos percentuais, passando de 27,4% para 24,9% (indústria de transformação, extrativa, construção e Serviços Industriais de Utilidade Pública)”.

Consequência

Há aproximadamente dois anos, a CNI chamava atenção para um fenômeno perigoso: o da desindustrialização. E o que diabo é isso? É a migração do capital do Brasil para outras regiões do mundo onde é mais barato produzir. À época, a China era o local para onde estava havendo maior migração desse tipo de capital. Em boa medida, o que o Perfil da Indústria nos Estados mostra é uma consequência desse fenômeno.

Para além…

Para além desse fenômeno, a ausência de reformas estruturantes para o setor produtivo, somada à crise política (leia-se “de credibilidade”) tornou um país vulnerável e inseguro. Para dizer o mínimo.

E o Acre?

O Acre não apita nessa agenda. Com 0,1% de participação no PIB brasileiro, o Acre está fora desse debate. É desautorizado pelos números tímidos.

Calvície nervosa

O Acre, na verdade, está com o governador perdendo os cabelos que lhe restam para fazer com que as obras da ponte sobre o Rio Madeira não sejam interrompidas. O governador Tião Viana sabe que, além de ser um dos principais gargalos da infraestrutura, é uma obra necessária para ajudar na eleição do sucessor em 2018.

Impoluto

Figura pública que não gosta de ser questionada anda com a máscara se esfacelando. O “moralista”, que foge da imprensa como o diabo foge da cruz, não deve esquecer que andou fazendo propostas indecorosas a proprietários de postos de combustível. De acordo com a proposta que visava vender combustível para o governo, a tática seria dobrar sempre o valor das notas e rachar o “excedente”. Nossa!!!!!

Mérito

A TV Gazeta pautou a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa com a série Acre Real. O jornalista Adaílson Oliveira foi convidado a contar na audiência a experiência que teve no interior do estado, com a falta de medicamentos. Mérito do repórter pelo bom trabalho desenvolvido; da emissora pelo investimento e do presidente da Comissão de Saúde, deputado Raimundinho da Saúde (PTN), que mostra estar antenado com os problemas que afligem a população.

Rolo dos medicamentos

Na confusão que a portaria municipal de Rio Branco expôs, não dá para tirar a razão da Prefeitura da Capital. Afinal, usa o dinheiro estabelecido para a compra de medicamentos de acordo com o número da população. Se continuar a permitir que 40% dos medicamentos comprados com essa verba sejam desviados para os municípios do interior, a população da capital fica desassistida. Urge uma investigação do MPE e do TCE, para verificar onde os prefeitos do interior estão aplicando os recursos.

Rolo dos medicamentos II

A história soa estranha, uma vez que cerca de dois anos atrás, a Prefeitura de Rio Branco sugeriu a formação de um consórcio para a aquisição de medicamentos e os demais prefeitos não se manifestaram. Continuaram a despachar as receitas para Rio Branco e hoje não compareceram à audiência pública, nem mandaram representante. Enquanto isso, o número de “cargos de confiança” só aumenta.

Vice

Dificilmente o cargo de vice-prefeito da Capital não permanecerá com o PCdoB. O partido foi o aliado mais fiel do PT (e está sendo), nesse período difícil de impeachment da presidente Dilma. Assim como o PT não terá como negar nada ao deputado César Messias (PSB) que, contrariando a orientação do partido, votou contra o impeachment. Portanto, anotem: candidato a prefeito em Cruzeiro do Sul passa diretamente pelo crivo de César e, em Rio Branco, o vice fica com os comunistas.

Pio tardio

A contratação de nove médicos especialistas para a maternidade chegou tarde. As denúncias apontando para número insuficiente de profissionais na maternidade pública, fato associado à morte de bebês, naquele hospital, se arrastam há mais de um ano. De nada adianta a vice-governadora anunciar solidariedade às famílias das vítimas. O discurso não vai ressuscitar os mortos. A esperança é que evite novos óbitos, mas, o problema vai além.

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