22-05-20 covid-19 secom

Sesacre estima que contaminações por Covid-19 continuem até janeiro

Casos seguirão aumentando se a população não cumprir isolamento

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) alerta que a pandemia de Covid-19 continuará vitimando acreanos em proporções cada vez maiores, se o Sistema Público de Saúde seguir saturado.

Pela primeira vez em Rio Branco, na tarde desta quinta-feira (21), as 32 UTIs do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e do Pronto-Socorro de Rio Branco foram todas ocupadas.

Também não há mais respiradores disponíveis, embora o governo tenha garantindo a chegada de mais 50 aparelhos para os próximos dias. Além disso, a velocidade com que as pessoas estão sendo contaminadas ressalta a possibilidade de um colapso no atendimento hospitalar e centenas de mortes registradas.

Uma análise de técnicos do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), da Sesacre, prevê que a pandemia deverá ultrapassar o mês de agosto e continuar com o ritmo de contaminações, provavelmente, até janeiro, se as pessoas permanecerem se movimentando.

Desde o último dia 18 deste mês, a média de contaminados pelo novo coronavírus no estado é de 276,75 pessoas por dia. As estatísticas mostram que 20% dos contaminados por Covid-19 vão precisar de internação, enquanto que outros 5%, de uma unidade de UTI.

Para Marcos Vinicius Malveira, técnico do Cievs, e profundamente envolvido no monitoramento dos dados da pandemia de Covid-19 no Acre, o número de altas que, nesta quinta-feira, chegou a 1.098 pessoas, não pode servir de parâmetro para dizer que tudo anda bem.

Esse é mais um indicativo de que a população não pode baixar a guarda para o isolamento. Isso é necessário porque, segundo o técnico, o colapso do sistema de saúde pode chegar no momento em que o número de pessoas curadas for igual ao de casos positivos.

As notificações e o isolamento social, no entanto, desaceleram a pandemia e dão tempo para o sistema de saúde agir, garantindo um fluxo de pacientes sem congestionamentos de leitos.

“Podemos chegar a um ponto em que todos os acreanos, inevitavelmente, vão se contaminar. Vai ser quando a doença já não tem para onde se espalhar e só então começará a cessar”, diz Malveira.

No atual momento, o número de pessoas curadas no estado corresponde a 35,3% do total de casos positivos da doença, já que são 3.103 infectados para 1.093 altas.

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