Quarta-Feira, 01 de Abril de 2020
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Promotor denuncia que presos da FOC podem ficar sem alimentação

Sem pagamento, empresa não tem como manter fornecimento

O promotor da Vara de Execuções Penais (VEP), Tales Fonseca Tranin, em entrevista excluisva a reportagem da TV Gazeta na manhã desta sexta-feira (21), informou que a partir deste sábado (22), os detentos do presídio Francisco d'Oliveira Conde estarão sem fornecimento de alimentação.

A empresa que ganhou a licitação para fornecimento de alimentos para os presídios do Estado do Acre enviou um ofício ao diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) informando que a situação acontece por causa dos sete meses de atraso do pagamento.

"Eu estava no presídio hoje pela manhã e recebi do próprio dono da empresa a informação de que a partir de amanhã, dia 22, estaria suspenso on fornecimento de alimentação. Ele já havia comentado comigo que não estava acontecendo o pagamento da alimentação e a empresa já estava em crise", afirmou Tranin.

A dívida seria referente aos meses de são novembro e dezembro de 2018; setembro, outubro, novembro e dezembro de 2019; e janeira e fevereiro de 2020.

Outra denúncia que o promotor trouxe é de que há dois dias está faltando água no Complexo Penintenciário.

"Parece que ocorreu um defeito na bomba da cidade, mas, no meu entender, já que havia essa previsão de falta de água, era para terem sido disponibilizados caminhões pipa para o fornecimento", completou Tales Tranin.

Levando em consideração que as tramitações bancárias levam em média 48 horas, caso o pagamento seja realizado hoje, provavelmente só estaria liberado na quarta-feira de cinzas, dia 26.

Negociações

O diretor-presidente do Iapen, Lucas Gomes, informou em seguida, que conversou com a empresa fornecedora, e o Estado do Acre liberou hoje pela manhã o pagamento para o banco, e ainda nesta sexta-feira a empresa deve receber.

"A alimentação é muito cara devido a quantidade de presos, então o Estado que já passa por dificuldades financeiras tem muitas vezes dificuldade para pagar esse fornecimento de alimentos.

Da dívida de 7 meses de atraso, foram pagos três meses, segundo Gomes, e o restante deve passar por nova negociação. A marmita comprada para o presídio custava R$ 7,67 mas após negociações custa R$ 3,80 a unidade.

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