Domingo, 20 de Setembro de 2020
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Polícia Civil realiza Operação "Toque de Caixa"

Ex-diretor do Depasa é um dos principais alvos da investigação

Os servidores do Depasa que chegavam para trabalhar nessa segunda-feira (3) foram surpreendidos com uma ação da Polícia Civil. Os agentes realizaram a apreensão de documentos dos setores de licitação e contabilidade da autarquia.

Enquanto isso, outros grupos de policiais cumpriam mandados de prisão contra o ex-diretor do depasa Tião Fonseca que foi encontrado em casa e a esposa dele Delba Nunes Bucar, que até o final da manhã não havia sido encontrada. Outra casa visitada pela polícia foi ex-diretor financeiro Edson Bittar, irmão do Senador Márcio Bittar.

Todos são acusados de crimes contra a lei de licitações.

“A operação tem esse nome justamente pelo pagamento numa velocidade assustadora, um reconhecimento de divida ausente dentro dos autos, pagamento sendo feito mediante um documento interno, no prazo de três dias foi feito uma espécie de reconhecimento caseiro de divida e disponibilidade financeira de mais de 500 mil reais” explicou o delegado Alcino Júnior.

De acordo com as investigações, Tião Fonseca, 3 dias após assumir a presidência do Depasa, tratou de fazer um pagamento no valor de mais de 500 mil reais para a empresa Bucar Engenharia, que está no nome da esposa dele.

Quando foi contratada em 2014, a empresa tinha outro nome, e uma das pessoas que participou da licitação representando a empresa foi justamente Tião Fonseca. É como se agora ele fizesse um auto pagamento, mas direcionado a sua esposa, o que não muda muito já que todo o dinheiro fica na mesma casa.

Diante das investigações, a Polícia Civil pediu o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos e da empresa. Pediu ainda indisponibilidade de bens como: gado, veículos e imóveis. A ideia é conseguir manter bens suficientes para cobrir o prejuízo aos cofres públicos. “As provas, nesse momento, são robustas e a ação de hoje, vistas fortalecer essas provas que já existem”, disse o chefe de Polícia Civil, Josemar Portes.

Quando a denúncia chegou até o governador Gladson Cameli no início do mês de julho, Tião Fonseca e Edison Bittar foram exonerados do Depassa. Bittar, protegido do irmão senador foi para a Fundação Elias Mansour.

Tião Fonseca saiu da autarquia, mas manteve na direção financeira um parente da esposa.
A Polícia Civil disse que as provas de crimes contra a lei de licitações estão claras e a última etapa do inquérito ocorreu com a operação deflagrada hoje. Nos próximos dias, o inquérito será enviado ao Ministério Público para que possa oferecer a denúncia à Justiça.

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