Acre tem pior campanha de vacinação da gripe há mais de 20 anos

Estavam previstas 339 mil para imunizar toda a população, contudo o estado recebeu 159 mil doses

Segundo o Programa Nacional de Imunizações(PNI), a cobertura vacinal de influenza no Acre está em 30%, e o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é que seja de 95%. Dessa forma, com esses dados o estado apresenta a pior cobertura vacinal contra a Influenza há mais de 20 anos.

O que ocasiona esse problema não é a falta de vacinas, pois a Acre já recebeu 159 mil doses, mas negou uma quantidade de 100 mil. No início, estavam previstas 339 mil para imunizar toda a população, contudo, isso não ocorreu.

“Mais uma vez nós temos a prova que baixos coberturas vacinais deixam as doenças livres e como este ano foi um ano histórico de baixas coberturas vacinais de todas as vacinas do calendário, temos como exemplo a vacina da Influenza com 30% de cobertura. nós temos surtos de H3N2 no país, que é um dos vírus subtipos protegidos pela vacina”, afirmou a coordenadora do PNI estadual, Renata Aquiles.

A campanha de imunização contra a gripe iniciou em abril em todo o país, no primeiro momento para os grupos prioritários, ou seja, crianças com até 5 anos, idosos e pessoas com doenças crônicas. Mas, a baixa procura fez com que as autoridades de saúde liberassem para toda a população.

“Foi aberto para toda a população a vacina da influenza. O ideal é que as pessoas dos grupos prioritários sejam vacinadas, já que a cobertura vacinal é em cima daquelas pessoas que em contato com a doença tem mais risco de morte ou de formas mais graves da doença. Então o que nós precisamos é que, principalmente, as crianças, os idosos e portadores de comorbidades sejam vacinados”, acrescentou Renata.

Na capital acreana, até agora, 45% do público alvo se vacinou contra a gripe. No mesmo período de 2020, essa porcentagem era de 71%. Com isso, a coordenadora reforça a importância das pessoas se vacinarem.

“A [vacina] da covid-19 era novidade, deu medo, mas a da influenza nós estamos há 23 anos em campanha, e contudo, esses 23 anos não foram o suficiente para eliminar o vírus, a gente apenas enfraquece, mas se a gente relaxar com as medidas, que no momento é a vacina, ele volta, e volta mais forte com novas variantes e com mais gravidade”, concluiu.

Com informações de Márcio de Souza

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