Ulysses

Ulysses Araújo deve anunciar nesta quinta-feira (2) a desistência de concorrer ao Governo do Acre. Reuniões tensas no PSL comprovaram que quem bate continência em um sábado de convenção partidária, pode se rebelar em uma quarta-feira. Não se sabe as reais causas do racha interno no PSL.

Combinado caro

De forma muito genérica, um dirigente partidário disse que se trata de “acordos combinados e não cumpridos”. No sábado, o Cel. Ulysses já sabia que não seria candidato. Jair Bolsonaro já teria deixado que não iria disponibilizar parte do fundo partidário (algo em torno de R$ 200 mil) para ajudar na campanha do coronel acriano.

Deputado estadual

Há possibilidade de que o Cel. Ulysses saia suplente ao Senado na chapa de Marcio Bittar. A expectativa agora está em relação à justificativa que Ulysses dará. Porque até o momento, o raciocínio “acordos combinados e não cumpridos” soa mercenário, contrário a toda a retórica moralizadora do coronel-candidato.

Qual ´cálculo?

Qual a justificativa para que Ulysses deixe uma eleição para a Aleac e abrace a suplência de uma candidatura de Marcio Bittar? Uma hipótese plausível é a de que Marcio Bittar aproveite a suposta popularidade de Ulysses para se eleger ao Senado e, em 2022 (conforme ele mesmo já afirmou em áudios vazados na internet), saia candidato ao Governo do Estado. Dessa forma Ulysses teria 4 anos de mandato no Senado. 

Já sabia

Esse cálculo já havia sido feito na sexta-feira. Ulysses já sabia que não seria candidato quando foi realizada a convenção do PSL no sábado. Até levou o colega Marcio para o encontro. Que sirva de lição aos jovens de camisa preta que foram gritar palavras de ordem contras as jogatinas da política.

Mas...

Mas, todo esse cálculo tem um fator imponderável: o eleitor. em outros tempos falaria-se: é preciso combinar com os russos antes. Esses cálculos costumam não levar em conta a vontade do eleitor.

Bocalom

Bocalom se sente "traído". Mais uma vez, é levado pelos encantos do momento.

Tiro no peito

O fato é que a convenção de sábado do PP ganha em importância. Por mínimo que fosse o desempenho de Ulysses nas urnas, a migração de votos para Gladson é praticamente natural em um eleitorado que tem um alvo: ser anti-PT.

Senado

Paulo Pedrazza, pré-candidato ao Senado pelo PSL tem o nome praticamente inviabilizado com esse racha. E é algo que também impacta na FPA, por mínima que seja a performance eleitoral. Pergunte a Ney Amorim se ele gostou desse novo cenário e possivelmente a resposta seja negativa.

Pesquisa

Por falar em Senado, há mudanças radicais de cenário nesse ítem.

Nada

Dirigentes do PP e do PSL não quiseram falar sobre o assunto. Disseram que só se pronunciam após declarações formais de Ulysses.

Programas, ora, ora

É bom o eleitor perceber que esse frenesi todo em torno de "sai Beltrano" entra "Siclano" que apoia o Garnizé é nada mais nada menos do que um fru fru eleitoral. Um diz que me disse que rende manchetes e nada muda na rotina das pessoas. O eleitor continua sendo bombardeado por uma busca biônica de um líder salvador, redentor. A ideia de discussão em torno de um Programa de Governo não é sequer lembrada.

... D. Aurora

Se Ulysses for candidato a deputado estadual e apoiar Gladson, o que muda no suposto programa de governo de Gladson? Nada. O progressista vai ser mais influenciado por ideias liberais radicais do coronel? Claro que não, mesmo porque o coronel não as tem. Então, o que é de fundamental em um processo eleitoral, que é a discussão sobre os programas de Governo, isso ninguém debate.

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