Grande problema é a destruição da escola pela ação do tempo e falta de manutenção
A escola Abrahim Isper Júnior, localizada a menos de 20 quilômetros de Rio Branco, foi abandonada pelo poder público. A escola está na comunidade Moreno Maia há 60 anos e os moradores se revoltam com o abandono, pois os estudantes precisam se deslocar 10 quilômetros de distancia todos os dias para chegar à unidade de ensino mais próxima.
A Darcilene Vieira, que trabalhou 30 anos na Abrahim e hoje está aposentada, disse que nem acredita que a unidade foi abandonada pela Secretaria Estadual de Educação. Isso vem impondo um grande sofrimento as crianças e adolescentes da comunidade que gastam 3 horas por dia dentro de um barco para poder estudar.
“A maioria deles que era para estudar aqui, que moram ali pra cima, eles tem que se levantarem as 04h30 da manhã, quando uma criança se levanta 04h30min da manhã pra pegar um barco na frieza pra se deslocar pra estar 07h30 em outra escola, aí já começa o atrito. Essa criança vai chegar à escola às vezes mal alimentada, já sem animo pra estudar’’, relata Darcilene.
A Andréia é mãe da Ana que tem apenas seis anos, é uma das famílias que precisa acordar 04h30minmin para poder a filha estudar, e olha que eles moram ao lado da escola. “A gente se revolta, a escola acima de casa num poder abrir pra criança poder estudar, aí a gente fica assim, esperando a vontade das pessoas poder abrir a escola, pras crianças poder estudar aqui”, conclui.
Hoje o grande problema é a destruição da escola com a ação do tempo, se as aulas recomeçassem a Secretaria de Educação precisaria fazer uma manutenção urgente, é que com a transferência dos estudantes ela levou o material que tinha principalmente de cozinha para outra escola. Onde fica a cozinha agora está repleto de morcegos, as salas de aula estão sendo invadidas pelas abelhas, a cerca de madeira está caindo e as paredes destruídas pela ação dos cupins.
Mesmo assim, a comunidade acredita que dá para receber os estudantes, a última desculpa que a Secretaria de Educação do Estado enviou para eles é que não havia professor disponível, mas Aberson Carvalho, o secretário, já foi informado que na comunidade existem professores, é só ter a vontade de reabrir a unidade.
Adailson Oliveira para TV Gazeta



