Deputados demonstram preocupação com fronteira
A possibilidade de o Acre receber um imigrante contagiado com o vírus ebola foi um dos assuntos em destaque na sessão desta terça-feira,14, na Assembleia Legislativa. A oposição cobra ações mais enérgicas no sentido de garantir segurança à população. Já os deputados da base do governo afirmam que o Estado está pronto para atender qualquer caso suspeito que se apresente.
O ebola já matou mais de 4 mil pessoas e chegou a sete países. Mesmo com o exame negativo do caso registrado em Cascavel no Paraná, a população brasileira ficou alarmada, com a possibilidade de o vírus chegar.
Na tribuna da Aleac, os deputados de oposição manifestaram essa preocupação. “É uma doença altamente preocupante e nós não estamos preparados de forma alguma para contê-la”, disse o deputado Gilberto Diniz (PTdoB).
“É preciso sim agir com energia muito maior, em defesa da segurança do povo do nosso Estado”, afirmou o deputado Chagas Romão (PMDB).
Com as fronteiras abertas e nenhuma ação de controle para a entrada de imigrantes, a oposição ganhou mais um motivo para criticar o governo e principalmente demonstrar a falta de iniciativas que deixem a população despreocupada.
“Se acontecer de alguém ser contaminado por essa doença aqui no Acre ou por alguém que passou pelo Acre, a responsabilidade é do governo do Estado que estimulou a entrada de haitianos e africanos no nosso território”, opinou o deputado Major Rocha (PSDB).
O deputado Eduardo Farias (PCdoB), que também é médico infectologista, disse que o Acre está em alerta e preparado para seguir o protocolo previsto pelo Ministério da Saúde.
Ele também comentou que mesmo que o vírus se manifeste em um imigrante, ou em qualquer outra pessoa, as unidades e profissionais de saúde estão capacitados para identificar a doença.
“Do ponto de vista técnico, há plenas condições de uma resposta eficaz e que controle a entrada de um caso ou outro no Brasil, principalmente através do Acre. Eu acredito que as medidas que a Sesacre tomou são necessárias para que isso ocorra”, afirmou.



